Guia de plantas

Lírio-da-paz

Guia completo de Lírio-da-paz (Spathiphyllum wallisii Regel): características, cultivo e informações da planta.

Guia completo com informações sobre características, cultivo e necessidades de Lírio-da-paz.

Nome científico
Spathiphyllum wallisii Regel
Categoria
Herbácea tropical ornamental
Outros nomes
Bandeira-branca, Espatifilo, Vela-branca

Conheça a planta

Nome popular principal
Lírio-da-paz
Outros nomes populares
Bandeira-branca | Espatifilo | Vela-branca
Nome científico
Spathiphyllum wallisii Regel
Família botânica
Araceae
Gênero
Spathiphyllum
Espécie
Spathiphyllum wallisii
Cultivar ou variedade
A ficha descreve a espécie; cultivares podem alterar cor, porte e floração.
Descrição curta
Herbácea tropical ornamental de vertical em touceira, valorizada pela folhagem e pelo uso ornamental.
Característica mais marcante
Verde-escuro e vertical em touceira.
Nível de popularidade
Muito popular no paisagismo e no cultivo doméstico.
Planta rara ou comum
Comum no comércio de plantas ornamentais.

Origem e habitat natural

País ou região de origem
Colômbia e Venezuela
Continente
América do Sul
Bioma natural
Floresta tropical úmida
Tipo de habitat
Sub-bosque úmido e sombreado
Floresta, campo, deserto, montanha, brejo etc.
Sub-bosque úmido e sombreado
Altitude onde ocorre
Baixas a médias altitudes tropicais
Clima de origem
Tropical úmido a subtropical protegido
Umidade do habitat
50% a 70%
Tipo de solo natural
Fértil, solto, rico em matéria orgânica e bem drenado
Planta nativa ou exótica no Brasil
Exótica cultivada no Brasil
Distribuição geográfica
Nativa do norte da América do Sul e amplamente cultivada em regiões tropicais
Espécie ameaçada ou protegida
Sem proteção geral conhecida para a espécie cultivada
Potencial invasor
Baixo em cultivo doméstico; descarte responsável é recomendado

Tipo da planta

Árvore
Não, Lírio-da-paz não é classificada como árvore.
Arbusto
Não, Lírio-da-paz não é classificada como arbusto.
Subarbusto
Não, Lírio-da-paz não é classificada como subarbusto.
Herbácea
É uma planta herbácea.
Trepadeira
Não, Lírio-da-paz não é classificada como trepadeira.
Pendente
Não, Lírio-da-paz não é classificada como pendente.
Rasteira
Não, Lírio-da-paz não é classificada como rasteira.
Forração
Não, Lírio-da-paz não é classificada como forração.
Palmeira
Não, Lírio-da-paz não é classificada como palmeira.
Suculenta
Não, Lírio-da-paz não é classificada como suculenta.
Cacto
Não, Lírio-da-paz não é classificada como cacto.
Bulbosa
Não, Lírio-da-paz não é classificada como bulbosa.
Rizomatosa
Possui rizoma ou estrutura subterrânea semelhante.
Aquática
Não, Lírio-da-paz não é classificada como aquática.
Epífita
Não, Lírio-da-paz não é classificada como epífita.
Carnívora
Não, Lírio-da-paz não é classificada como carnívora.
Samambaia
Não, Lírio-da-paz não é classificada como samambaia.
Orquídea
Não, Lírio-da-paz não é classificada como orquídea.
Bromélia
Não, Lírio-da-paz não é classificada como bromélia.
Frutífera
Não, Lírio-da-paz não é classificada como frutífera.
Hortaliça
Não, Lírio-da-paz não é classificada como hortaliça.
Erva aromática
Não, Lírio-da-paz não é classificada como erva aromática.

Ciclo de vida

Anual
Não, é uma planta de vida longa.
Bienal
Não, não é bienal.
Perene
Sim, é perene.
Semiperene
Pode reduzir folhas sob estresse, mas normalmente é tratada como perene.
Decídua
Não é normalmente decídua.
Semidecídua
Normalmente mantém a folhagem, salvo estresse intenso.
Sempre-verde
Mantém folhas durante o ano em condições adequadas.
Tempo médio de vida
Muitos anos com manejo adequado
Velocidade de crescimento
Moderado
Tempo para atingir o tamanho adulto
2 a 3 anos
Tempo para começar a florescer
1 a 2 anos em boas condições
Época de dormência
Sem dormência obrigatória; crescimento desacelera no frio
Perde folhas em alguma estação
Não normalmente; folhas velhas caem de forma gradual.
Comportamento durante o inverno
Sem dormência obrigatória; crescimento desacelera no frio

Tamanho e crescimento

Altura mínima
30 cm
Altura máxima
90 cm
Largura mínima
30 cm
Largura máxima
80 cm
Tamanho quando cultivada em vaso
30 a 70 cm de altura
Tamanho quando plantada no solo
Até cerca de 90 cm em clima favorável
Diâmetro da copa
Touceira de 30 a 80 cm
Comprimento dos ramos
Não forma ramos lenhosos
Comprimento das raízes
Raízes fibrosas e rizomas geralmente concentrados nos primeiros 20 a 35 cm
Tamanho das folhas
Folhas geralmente com 15 a 45 cm
Tamanho das flores
Espatas normalmente com 8 a 20 cm
Tamanho dos frutos
Bagas pequenas, raras em cultivo doméstico
Porte pequeno, médio ou grande
Pequeno a médio
Crescimento vertical, lateral, pendente ou rasteiro
Vertical em touceira

Folhas e folhagem

Cor das folhas
Verde-escuro
Variações de cor
Verde uniforme; cultivares podem variar em porte
Formato das folhas
Elíptica a lanceolada
Textura
Lisa e levemente coriácea
Brilhante ou fosca
Brilhante
Lisa, rugosa ou aveludada
Lisa
Espessura
Média
Presença de espinhos
Não possui espinhos.
Presença de pelos
Não possui pelos relevantes.
Folhagem variegata
A forma típica não é variegada; cultivares podem existir.
Mudança de cor durante o ano
Mantém a cor quando saudável
Folhas aromáticas
Não possuem aroma marcante.
Folhas com seiva
Possui seiva com cristais irritantes
Folhas sensíveis ao toque
Não apresentam resposta rápida ao toque.
Folhas comestíveis
Não são recomendadas para consumo.
Folhas tóxicas
São tóxicas ou irritantes.

Flores e floração

Produz flores ou não
Sim, produz flores.
Cor das flores
Espata branca a esverdeada e espádice creme
Formato
Inflorescência com espádice envolvido por espata
Tamanho
Espatas normalmente com 8 a 20 cm
Aroma
Discreto ou quase imperceptível
Intensidade do perfume
Baixo
Época de floração
Principalmente primavera e verão, podendo ocorrer em outras épocas
Duração da floração
Várias semanas
Duração de cada flor
A espata ornamental pode permanecer por 3 a 8 semanas
Frequência de floração
Uma ou mais florações por ano em boas condições
Floresce uma ou várias vezes por ano
Uma ou mais florações por ano em boas condições
Floresce dentro de casa
Sim, quando recebe luz e manejo adequados.
Idade aproximada da primeira floração
1 a 2 anos em boas condições
Necessita de polinização
Polinização por pequenos insetos; não é necessária para ornamentação
Polinizadores atraídos
Pequenos insetos
Flor comestível
Não é recomendada para consumo.
Flor tóxica
Pode ser tóxica ou irritante.
Como estimular a floração
Oferecer luz indireta durante a maior parte do dia, temperatura de 18 °C a 28 °C e adubação equilibrada sem excesso de nitrogênio.
Motivos para não florescer
Pouca luz, planta jovem, frio, excesso de nitrogênio, raízes doentes ou estresse hídrico.

Frutos e sementes

Produz frutos
Sim, após polinização, embora possa ser raro em cultivo.
Tipo de fruto
Bagas agrupadas no espádice após polinização
Cor do fruto
Verde a amarelado quando maduro
Tamanho
Bagas pequenas, raras em cultivo doméstico
Época de frutificação
Após a floração e polinização
Fruto comestível
Não é recomendado para consumo.
Fruto tóxico
Pode ser tóxico ou irritante.
Possui sementes
Sim, quando ocorre frutificação.
Quantidade aproximada de sementes
Várias sementes pequenas por infrutescência
Tempo para germinar
Geralmente algumas semanas quando frescas e em calor úmido
Necessidade de estratificação
Não costuma exigir estratificação.
Necessidade de escarificação
Não costuma exigir escarificação.
Viabilidade das sementes
Curta; sementes frescas germinam melhor
Atrai aves ou outros animais
Pode atrair pequenos polinizadores, mas raramente frutifica dentro de casa

Clima ideal

Clima tropical
Sim, adapta-se ao clima tropical com manejo adequado.
Subtropical
Sim, adapta-se ao clima subtropical com manejo adequado.
Equatorial
Sim, adapta-se ao clima equatorial com manejo adequado.
Mediterrâneo
Não é o clima principal; exige proteção e ajustes em condições mediterrâneo.
Temperado
Não é o clima principal; exige proteção e ajustes em condições temperado.
Semiárido
Não é o clima principal; exige proteção e ajustes em condições semiárido.
Clima ideal principal
Tropical úmido a subtropical protegido
Temperatura mínima
Cerca de 15 °C para cultivo seguro; abaixo disso aumenta o risco de danos.
Temperatura máxima
Cerca de 30 °C com manejo adequado.
Faixa ideal de temperatura
18 °C a 28 °C
Tolerância ao calor
Tolera calor moderado com umidade e sem sol forte
Tolerância ao frio
Sensível abaixo de 12 °C
Tolerância à geada
Não tolera geada.
Tolerância à neve
Não tolera neve.
Tolerância a mudanças bruscas
Não gosta de mudanças bruscas
Umidade ideal do ar
50% a 70%
Tolerância ao ar seco
Tolera por períodos curtos, mas pode secar as pontas
Tolerância ao vento
Prefere local protegido de vento forte
Tolerância à maresia
Baixa tolerância à maresia direta
Zona climática
Áreas sem geada ou cultivo protegido
Regiões brasileiras mais indicadas
Melhor em regiões quentes e úmidas; no Sul precisa de proteção no inverno

Luz ideal

Sol pleno
Não é a condição indicada para Lírio-da-paz.
Meia-sombra
Sim, meia-sombra pode ser adequada.
Sombra clara
Sim, sombra clara pode ser adequada.
Luz indireta forte
Sim, luz indireta forte pode ser adequada.
Luz indireta moderada
Sim, luz indireta moderada pode ser adequada.
Baixa luminosidade
Não é a condição indicada para Lírio-da-paz.
Quantidade ideal de horas de sol
Luz indireta durante a maior parte do dia
Sol da manhã
Pode receber sol fraco da manhã após adaptação
Sol da tarde
Evitar sol forte da tarde
Pode receber sol direto
Apenas sol fraco e gradual
Precisa de adaptação ao sol
Sim, qualquer aumento de sol deve ser gradual.
Tolera sombra
Tolera sombra clara, mas floresce menos
Sintomas de falta de luz
Folhas menores, crescimento lento e pouca floração
Sintomas de excesso de sol
Manchas claras, bordas queimadas e murcha
Melhor posição dentro de casa
Próximo a janela clara, sem sol forte
Distância ideal da janela
Entre 0,5 e 2 m, conforme intensidade da janela
Orientação da janela
Leste ou norte com filtragem; oeste apenas com cortina
Necessidade de luz artificial
Pode complementar com luz de cultivo por 10 a 12 horas

Como regar

Frequência média de rega
Regar quando os 2 a 4 cm superficiais secarem
Quantidade aproximada de água
Molhar todo o substrato até escorrer pelos furos, descartando o excesso
Como verificar se precisa regar
Introduzir o dedo ou palito e regar quando a camada superficial estiver seca
Profundidade de secagem antes da rega
2 a 4 cm
Manter úmido ou deixar secar
Manter levemente úmido, nunca encharcado
Regar folhas ou apenas o substrato
Preferir o substrato; folhas podem ser limpas sem permanecer molhadas à noite
Melhor horário para regar
Manhã
Frequência no verão
Geralmente 1 a 3 vezes por semana, conforme calor e vaso
Frequência no inverno
Reduzir e regar apenas após secagem superficial
Frequência durante a floração
Manter regularidade sem saturar
Frequência durante a dormência
Reduzir no frio
Tolera falta de água
Baixa a moderada; murcha rapidamente, mas pode recuperar
Tolera excesso de água
Baixa tolerância
Sensibilidade ao encharcamento
Alta sensibilidade
Tipo de água ideal
Água em temperatura ambiente, de preferência pouco mineralizada
Tolera água com cloro
Tolera água tratada, mas pontas podem reagir ao excesso de sais
Tolera água dura
Baixa a moderada tolerância
Necessita de água da chuva ou filtrada
Útil quando a água local é muito dura ou fluorada
Sinais de pouca água
Folhas caídas, bordas secas e substrato muito leve
Sinais de excesso de água
Amarelecimento, pecíolos moles, odor e raízes escuras
Método de rega indicado
Rega por cima lenta e uniforme
Rega por cima
Rega por cima lenta e uniforme
Rega por baixo
Pode ser usada ocasionalmente, drenando depois
Imersão
Somente para reidratar torrão muito seco
Irrigação por gotejamento
Possível com controle para não manter saturado

Umidade do ambiente

Umidade relativa ideal
50% a 70%
Necessita de borrifação
Não é necessária; ventilação é mais importante
Borrifar folhas é recomendado ou não
Não é necessária; ventilação é mais importante
Necessita de umidificador
Útil em ambientes muito secos
Pode usar bandeja com pedras
Pode ajudar pouco, sem o vaso tocar a água
Tolera banheiro
Boa opção se houver luz e ventilação
Tolera ar-condicionado
Evitar jato direto
Tolera aquecedor
Evitar proximidade
Tolera ambiente seco
Moderada por pouco tempo
Sinais de baixa umidade
Pontas marrons e folhas enrolando
Sinais de umidade excessiva
Manchas e fungos quando falta ventilação
Risco de fungos em alta umidade
Moderado em folhas constantemente molhadas

Solo para cultivo

Tipo de solo ideal
Fértil, solto, rico em matéria orgânica e bem drenado
Arenoso
Solo arenoso não é a condição principal recomendada.
Argiloso
Solo argiloso não é a condição principal recomendada.
Humoso
Pode se adaptar a solo humoso quando a estrutura e a drenagem são adequadas.
Calcário
Solo calcário não é a condição principal recomendada.
Ácido
Pode se adaptar a solo ácido quando a estrutura e a drenagem são adequadas.
Neutro
Solo neutro não é a condição principal recomendada.
Alcalino
Solo alcalino não é a condição principal recomendada.
Faixa ideal de pH
5,5 a 6,5
Solo fértil ou pobre
Moderadamente fértil
Solo profundo ou superficial
Superficial a médio
Necessidade de drenagem
Alta, mantendo alguma retenção
Tolerância à compactação
Baixa
Tolerância ao solo úmido
Tolera umidade regular, não saturação
Tolerância ao solo seco
Baixa tolerância prolongada
Tolerância à salinidade
Baixa
Necessidade de matéria orgânica
Alta
Como preparar o local do plantio
Incorporar composto e material estruturante, mantendo drenagem

Substrato para vasos

Receita de substrato ideal
40% fibra de coco ou terra vegetal, 30% casca de pinus, 20% perlita e 10% húmus
Percentual de terra vegetal
20%
Percentual de matéria orgânica
20%
Percentual de areia
0 a 10%
Percentual de perlita
20%
Percentual de casca de pinus
30%
Percentual de fibra de coco
20%
Percentual de carvão
0 a 10%
Percentual de húmus
10%
Granulometria
Média
Retenção de umidade
Média a alta
Nível de drenagem
Alta, mantendo alguma retenção
Nível de aeração
Alta
pH ideal
5,5 a 6,5
Misturas que devem ser evitadas
Terra argilosa pura, excesso de pó fino e mistura sem drenagem
Substrato comercial indicado
Substrato para plantas tropicais ou aráceas, enriquecido com perlita
Frequência de renovação do substrato
A cada 1 a 2 anos

Vaso ideal

Pode ser cultivada em vaso
Sim, adapta-se bem ao cultivo em vaso.
Tamanho mínimo do vaso
15 a 20 cm para muda estabelecida
Profundidade mínima
15 a 25 cm
Largura mínima
15 a 25 cm
Vaso alto ou raso
Proporcional, ligeiramente mais largo que o torrão
Material mais indicado
Barro, plástico ou cerâmica com furos
Barro
Bom, exige regas mais frequentes
Plástico
Bom e mantém umidade por mais tempo
Cerâmica
Bom quando possui drenagem
Cimento
Possível, desde que não seja grande demais
Autoirrigável
Pode funcionar com substrato aerado e reservatório controlado
Necessidade de furos
Obrigatórios; vários furos livres
Quantidade de furos
Vários furos livres, distribuídos pela base.
Necessidade de camada de drenagem
Não substitui substrato drenante; tela sobre os furos é suficiente
Necessidade de prato
Pode usar para proteger o móvel, sempre vazio
Pode deixar água no prato
Não; descarte toda a água após a rega.
Precisa de tutor
Não precisa de tutor em condições normais.
Precisa de suporte para trepar
Não precisa de suporte para trepar.
Quando trocar de vaso
Raízes ocupando o vaso, secagem muito rápida ou touceira apertada
Tamanho do novo vaso
Apenas 2 a 5 cm mais largo
Pode ficar com raízes apertadas
Tolera leve aperto
Risco de vaso grande demais
Aumenta o risco de encharcamento

Raízes

Tipo de raiz
Fibrosa com rizoma curto
Raiz profunda ou superficial
Superficial a média
Raízes agressivas
Não são consideradas agressivas para estruturas.
Raízes delicadas
São delicadas e devem ser manuseadas com cuidado.
Raízes aéreas
Não possui raízes aéreas relevantes.
Raiz tuberosa
Não possui raiz tuberosa verdadeira.
Rizoma
Possui rizoma.
Bulbo
Não possui bulbo.
Estolões
Não produz estolões típicos.
Sensibilidade ao transplante
Moderadamente sensível quando raízes são muito mexidas
Risco de quebrar calçadas
Baixo; o porte radicular não costuma quebrar calçadas.
Risco para tubulações
Baixo em cultivo ornamental comum.
Espaço mínimo para plantio
40 a 60 cm
Pode ser cultivada perto de muros
Pode ser cultivada próxima a muros sem risco estrutural
Sinais de raízes apodrecidas
Raízes escuras, moles, com mau cheiro e fácil desprendimento.
Sinais de raízes apertadas
Raízes circulando o vaso, deformação, secagem rápida e crescimento parado.

Adubação

Necessidade de adubação
Moderada
Frequência
A cada 30 a 45 dias na primavera e verão, em dose reduzida
Melhor época
Primavera e verão
Adubo orgânico indicado
Húmus, composto bem curtido ou bokashi em pouca quantidade
Adubo mineral indicado
Fertilizante equilibrado para folhagens ou floração
Formulação NPK
Formulação equilibrada, como 10-10-10, em dose baixa
Adubo para crescimento
Equilibrado com micronutrientes
Adubo para floração
Equilibrado, sem excesso de nitrogênio
Adubo para frutificação
Não é objetivo comum no cultivo ornamental
Quantidade recomendada
Usar metade da dose do fabricante em substrato previamente úmido
Adubação líquida ou sólida
Líquida diluída ou liberação lenta
Adubação foliar
Dispensável; pode manchar folhas
Húmus de minhoca
Indicado em camada fina
Bokashi
Indicado em dose pequena
Esterco curtido
Somente bem curtido e em pequena proporção
Farinha de ossos
Pouco necessária; excesso pode desequilibrar o substrato
Torta de mamona
Evitar em casas com pets e crianças
Osmocote ou adubo de liberação lenta
Boa opção em dose moderada
Quando suspender a adubação
Suspender no frio, após replantio ou quando a planta estiver doente
Sensibilidade ao excesso de adubo
Moderada a alta
Sinais de falta de nutrientes
Folhas pálidas, crescimento lento e pouca floração
Sinais de excesso de nutrientes
Pontas queimadas, crosta de sais e raízes danificadas

Como plantar

Melhor época para plantar
Primavera ou início do período quente
Plantio em vaso
Usar vaso com furos e 40% fibra de coco ou terra vegetal, 30% casca de pinus, 20% perlita e 10% húmus.
Plantio no jardim
Escolher local com luz indireta durante a maior parte do dia e solo fértil, solto, rico em matéria orgânica e bem drenado.
Profundidade de plantio
Manter o colo no mesmo nível do substrato
Distância entre mudas
40 a 60 cm
Espaçamento recomendado
40 a 60 cm
Preparo da cova
Incorporar composto e material estruturante, mantendo drenagem
Necessidade de tutor
Não é necessário na maioria dos casos.
Necessidade de cobertura morta
Útil no jardim, sem encostar no colo
Cuidados nos primeiros dias
Manter em luz adequada, proteger de extremos e controlar a umidade sem encharcar.
Tempo de adaptação
2 a 6 semanas
Pode ser transplantada
Sim, com cuidado para preservar raízes.
Melhor horário para plantar
Fim da tarde ou manhã fresca.
Cuidados depois do transplante
Evitar adubo imediato, sol excessivo e rega em excesso.

Replantio e transplante

Frequência de replantio
A cada 1 a 2 anos ou quando necessário
Melhor época para replantar
Primavera ou início do período quente
Sinais de que precisa trocar de vaso
Raízes ocupando o vaso, secagem muito rápida ou touceira apertada
Como retirar do vaso
Regar levemente no dia anterior, apoiar o torrão e retirar sem puxar pelas folhas.
Pode cortar raízes
Somente raízes mortas ou danificadas
Quanto aumentar o tamanho do vaso
2 a 5 cm de diâmetro
Cuidados depois da troca
Manter em local protegido, regar com moderação e observar sinais de apodrecimento.
Tempo sem adubar após o replantio
Aguardar 3 a 4 semanas
Tempo sem sol direto
Evitar sol direto por 1 a 2 semanas
Risco de choque de transplante
Moderado
Como recuperar após o transplante
Estabilizar luz e temperatura, evitar excesso de água e remover apenas partes realmente mortas.

Poda

Precisa de poda
Apenas limpeza e controle da touceira
Tipo de poda
Limpeza
Poda de limpeza
Folhas amarelas, flores secas e pecíolos danificados
Poda de formação
Não ramifica como arbusto; multiplica por divisão
Poda de manutenção
Dividir a touceira e remover folhas velhas
Poda de floração
Remover flores ou hastes secas quando não houver interesse em sementes.
Poda de rejuvenescimento
Pode ser feita gradualmente em plantas adultas, sem remover toda a folhagem de uma vez.
Melhor época
Qualquer época, preferindo períodos quentes
Partes que podem ser removidas
Folhas amarelas, flores secas e pecíolos danificados
Partes que não devem ser cortadas
Centro da touceira e folhas saudáveis sem necessidade
Altura segura para corte
Cortar pecíolos rente à base sem ferir o rizoma
Pode cortar folhas amarelas
Sim, cortar com ferramenta limpa junto à base ou ao ponto saudável.
Pode remover flores secas
Sim, isso melhora a aparência e reduz gasto de energia.
Necessita de ferramenta esterilizada
Sim, limpar a lâmina antes e depois.
Seiva irritante durante a poda
Sim; usar luvas e evitar olhos e boca.
Como estimular ramificações
Não ramifica como arbusto; multiplica por divisão
Como controlar o tamanho
Dividir a touceira e remover folhas velhas

Como fazer mudas

Sementes
Sim, sementes pode ser utilizada.
Estacas de caule
Não é um método indicado para Lírio-da-paz.
Estacas de folhas
Não é um método indicado para Lírio-da-paz.
Divisão de touceira
Sim, divisão de touceira pode ser utilizada.
Separação de brotos
Sim, separação de brotos pode ser utilizada.
Rizomas
Sim, rizomas pode ser utilizada.
Bulbos
Não é um método indicado para Lírio-da-paz.
Filhotes
Sim, filhotes pode ser utilizada.
Alporquia
Não é um método indicado para Lírio-da-paz.
Mergulhia
Não é um método indicado para Lírio-da-paz.
Enxertia
Não é um método indicado para Lírio-da-paz.
Propagação na água
Não é um método indicado para Lírio-da-paz.
Propagação no substrato
Sim, propagação no substrato pode ser utilizada.
Melhor época
Primavera ou início do período quente
Tempo médio para enraizar
2 a 6 semanas para retomar crescimento
Temperatura ideal
20 °C a 28 °C
Necessidade de hormônio enraizador
Não é necessário
Taxa de dificuldade
Fácil por divisão
Passo a passo resumido
Retirar do vaso, separar segmentos com raízes e folhas, plantar em substrato úmido e aerado
Quando transferir a muda
Imediatamente após a divisão, mantendo sombra clara
Tempo até virar planta adulta
1 a 2 anos

Pragas

Cochonilha
Pode ocorrer, especialmente em plantas estressadas ou agrupadas.
Pulgão
Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
Ácaro
Pode ocorrer, especialmente em plantas estressadas ou agrupadas.
Tripes
Pode ocorrer, especialmente em plantas estressadas ou agrupadas.
Mosca-branca
Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
Lesma
Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
Caracol
Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
Lagarta
Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
Formiga
Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
Fungus gnat
Pode ocorrer, especialmente em plantas estressadas ou agrupadas.
Nematóide
Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
Broca
Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
Pragas mais comuns da espécie
Cochonilhas, ácaros, tripes e fungus gnats
Partes atacadas
Folhas, brotos, pecíolos, caules e raízes, conforme a praga.
Sintomas
Pontuações, manchas, teias, melada, deformação, perda de vigor ou insetos visíveis.
Como confirmar a infestação
Examinar frente e verso das folhas, axilas, base e substrato com boa luz.
Tratamento caseiro seguro
Isolar, remover manualmente e lavar; sabão inseticida próprio pode ser usado conforme rótulo.
Tratamento biológico
Óleo hortícola ou agentes biológicos registrados, respeitando a espécie e o rótulo.
Tratamento químico
Somente produto registrado para a praga e cultura ornamental, seguindo rótulo e segurança.
Como prevenir
Quarentena de plantas novas, ventilação, limpeza e inspeção frequente.
Frequência de inspeção
Semanal; duas vezes por semana durante surtos.

Doenças

Podridão de raízes
É um problema relevante, principalmente com excesso de água ou pouca ventilação.
Fungos nas folhas
É um problema relevante, principalmente com excesso de água ou pouca ventilação.
Oídio
Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
Ferrugem
Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
Antracnose
Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
Mancha foliar
É um problema relevante, principalmente com excesso de água ou pouca ventilação.
Míldio
Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
Bacteriose
Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
Vírus
Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
Podridão do caule
É um problema relevante, principalmente com excesso de água ou pouca ventilação.
Doenças mais comuns
Podridão de raízes e manchas foliares por excesso de umidade
Sintomas
Manchas, amarelecimento, tecidos moles, odor, queda de folhas e crescimento parado.
Causa provável
Excesso de água, substrato contaminado, pouca ventilação, frio ou ferimentos.
Forma de transmissão
Água, ferramentas, substrato, insetos ou contato com plantas contaminadas.
Tratamento
Corrigir manejo, remover partes doentes e aplicar produto registrado apenas quando necessário.
Partes que precisam ser removidas
Tecidos moles, pretos ou com lesões em expansão, cortados até tecido saudável.
Necessidade de isolamento
Sim, quando houver suspeita de praga, bactéria, vírus ou fungo contagioso.
Prevenção
Substrato drenante, ferramenta limpa, ventilação e rega no momento correto.
Possibilidade de recuperação
Boa quando o problema é identificado cedo e ainda existem raízes ou caules saudáveis.

Diagnóstico pelas folhas

Folhas amarelas
Excesso de água, envelhecimento natural, frio ou deficiência nutricional.
Pontas secas
Ar seco, sais na água, rega irregular ou excesso de adubo; pontas marrons e folhas enrolando.
Bordas queimadas
Sol forte, adubo concentrado, água salina ou baixa umidade.
Folhas enroladas
Sede, calor, baixa umidade, frio ou pragas.
Folhas murchas
Substrato seco, raízes sem oxigênio ou choque térmico.
Folhas caindo
Estresse hídrico, frio, mudança de local ou raízes danificadas.
Folhas transparentes
Excesso de água, frio ou ruptura celular.
Folhas escurecidas
Podridão, frio, queimadura ou tecido envelhecido.
Folhas com manchas
Fungo, bactéria, praga, gota fria, sol ou contato com produto.
Folhas pequenas
Pouca luz, pouca nutrição ou vaso muito apertado; folhas menores, crescimento lento e pouca floração.
Folhas desbotadas
Excesso de sol, deficiência ou envelhecimento.
Folhas rasgadas
Dano mecânico, vento, transporte ou baixa umidade durante abertura.
Crescimento deformado
Pragas sugadoras, dano no broto, excesso de sais ou estresse.
Perda da variegação
Pouca luz, reversão genética ou brotos inteiramente verdes.
Causa provável
Comparar umidade do substrato, raízes, luz, temperatura e presença de pragas antes de tratar.
Como diferenciar falta e excesso de água
Na falta, o substrato está seco e leve; no excesso, permanece úmido, pesado e pode ter odor.
Solução recomendada
Ajustar rega para: regar quando os 2 a 4 cm superficiais secarem; manter luz indireta durante a maior parte do dia e verificar raízes.
Tempo esperado de recuperação
De 2 a 8 semanas após corrigir a causa; folhas danificadas não voltam ao normal.

Problemas e diagnóstico

Planta não cresce
Verificar luz, temperatura, raízes e nutrientes; o crescimento natural é moderado.
Planta cresce estiolada
Falta de luz; oferecer gradualmente luz indireta durante a maior parte do dia.
Planta inclina para um lado
Crescimento em direção à luz; girar o vaso periodicamente e melhorar a iluminação.
Planta não floresce
Pode ser jovem, receber pouca luz ou adubo inadequado; a primeira floração ocorre em 1 a 2 anos em boas condições.
Botões caem antes de abrir
Oscilação de água, frio, calor, pragas ou mudança brusca.
Flores duram pouco
Calor intenso, sol excessivo, ar seco ou fim natural da floração.
Caule mole
Alerta para excesso de água e podridão; verificar imediatamente.
Caule escuro
Pode indicar necrose, frio ou podridão.
Raízes pretas
Provável podridão por falta de oxigênio.
Mau cheiro no substrato
Indica decomposição anaeróbia ou raízes apodrecidas.
Presença de mofo
Excesso de umidade, matéria orgânica em decomposição e pouca ventilação.
Planta caiu ou tombou
Vaso leve, raízes danificadas, crescimento desequilibrado ou tutor insuficiente.
Planta está perdendo folhas
Analisar frio, sede, encharcamento, mudança de local e pragas.
Plano de recuperação
Isolar, verificar raízes, cortar podridão, replantar em substrato adequado e estabilizar luz e temperatura.
Grau de urgência
Alto se houver tecido mole, odor ou raízes pretas; moderado em sintomas secos e estáveis.
Chance de recuperação
Boa enquanto houver tecido firme e raízes saudáveis.

Cultivo dentro de casa

Indicada para ambientes internos
Sim, desde que a necessidade de luz seja atendida.
Nível de dificuldade dentro de casa
Fácil a intermediária
Local ideal
Próximo a janela clara, sem sol forte
Sala
Pode ficar em sala, desde que receba luz indireta durante a maior parte do dia e ventilação.
Quarto
Pode ficar em quarto somente com acesso restrito, boa luz e manejo adequado.
Cozinha
Pode ficar em cozinha, desde que receba luz indireta durante a maior parte do dia e ventilação.
Banheiro
Pode ficar em banheiro, desde que receba luz indireta durante a maior parte do dia e ventilação.
Escritório
Pode ficar em escritório, desde que receba luz indireta durante a maior parte do dia e ventilação.
Varanda fechada
Pode ficar em varanda fechada, desde que receba luz indireta durante a maior parte do dia e ventilação.
Distância da janela
Entre 0,5 e 2 m, conforme intensidade da janela
Necessidade de ventilação
Boa circulação de ar, sem corrente fria ou vento forte.
Tolera ar-condicionado
Evitar jato direto
Tolera baixa luz
Tolera luminosidade reduzida, com crescimento mais lento
Necessita de rotação do vaso
Girar um quarto de volta a cada 1 ou 2 semanas ajuda no crescimento uniforme.
Pode ficar perto de eletrônicos
Sim, sem bloquear ventilação e longe de calor direto ou água derramada.
Pode ficar em quarto de criança
Somente fora do alcance.
Suja muito o ambiente
Não; exige apenas retirada de folhas ou flores velhas.
Solta folhas, flores ou frutos
Pode soltar partes velhas de forma gradual.
Possui cheiro forte
Sem perfume marcante

Cultivo no jardim

Indicada para jardim
Boa para jardins de sombra sem geada
Solitária ou em grupo
Pode ser usada isolada ou em grupos, conforme porte.
Forração
Não é a principal indicação como forração.
Cerca-viva
Não é indicada como cerca-viva formal.
Maciço
Pode formar maciços ornamentais em clima adequado.
Canteiro
Pode ser cultivada em canteiro com solo e luz corretos.
Jardim tropical
Muito adequada.
Jardim seco
Não é indicada para jardim seco sem irrigação.
Jardim de sombra
Adequada.
Jardim vertical
Não é a principal opção.
Jardim de inverno
Adequada com luz e temperatura corretas.
Jardim de pedras
Não é indicada para local muito seco.
Margem de lago
Pode ficar próxima, sem raízes encharcadas.
Espaçamento
40 a 60 cm
Combinações com outras plantas
Antúrio, aglaonema e outras aráceas de sombra
Resistência à chuva
Tolera chuva se o solo drenar rapidamente.
Resistência ao vento
Prefere local protegido de vento forte
Resistência à geada
Não tolera geada.
Necessidade de manutenção
Fácil a intermediária; inspeção semanal e manejo conforme estação.

Toxicidade e segurança

Tóxica para humanos
Sim. Tóxica por cristais de oxalato de cálcio
Tóxica para cães
Sim. Tóxica por cristais de oxalato de cálcio
Tóxica para gatos
Sim. Tóxica por cristais de oxalato de cálcio
Tóxica para aves
Cautela; não oferecer para ingestão
Tóxica para cavalos
Evitar ingestão
Parte tóxica da planta
Todas as partes, especialmente folhas e seiva
Folha
Tóxica ou irritante.
Flor
Tóxica ou irritante.
Fruto
Tóxico ou não comestível.
Semente
Não oferecer para ingestão.
Caule
Pode conter seiva tóxica ou irritante.
Seiva
Possui seiva com cristais irritantes
Raiz
Não destinada ao consumo; pode conter os mesmos compostos da planta.
Gravidade da toxicidade
Moderada por irritação oral e gastrointestinal
Sintomas de contato
Irritação de pele e olhos em pessoas sensíveis
Sintomas de ingestão
Dor e ardor oral, salivação, vômito e dificuldade para engolir
Irrita a pele
Pode irritar; usar luvas.
Irrita os olhos
A seiva pode irritar; enxaguar imediatamente.
Possui espinhos
Não possui espinhos.
Pode causar alergia
Pode causar irritação ou reação em pessoas sensíveis
Segura para crianças
Não; manter fora do alcance.
Segura para pets
Não; manter fora do alcance.
Cuidados no manuseio
Usar luvas em poda, lavar mãos e manter partes cortadas longe de crianças e animais.

Uso alimentar

Planta comestível
Não é planta alimentícia e não deve ser ingerida.
Partes comestíveis
Nenhuma parte é recomendada para consumo.
Forma de consumo
Não se aplica.
Crua ou cozida
Não consumir.
Necessita de preparo específico
Não se aplica; não consumir.
Possui partes tóxicas
Tóxica por cristais de oxalato de cálcio
Sabor
Não provar.
Aroma
Sem perfume marcante
Uso culinário
Não possui uso culinário doméstico seguro.
Valor nutricional geral
Não se aplica ao cultivo ornamental.
Restrições de consumo
Não ingerir sem identificação botânica e fonte alimentar confiável.
Quantidade segura
Não há quantidade doméstica segura estabelecida.
Não confundir com espécies tóxicas
Confirmar o nome científico antes de qualquer uso; nomes populares podem se repetir.

Uso medicinal e tradicional

Uso tradicional
Há registros tradicionais, mas o uso doméstico não é recomendado devido à toxicidade
Parte utilizada
Não recomendar nenhuma parte para automedicação.
Forma de preparo
Não preparar remédios caseiros sem orientação profissional.
Chá
Não recomendado.
Infusão
Não recomendada.
Decocção
Não recomendada.
Uso tópico
Não recomendado sem avaliação de segurança.
Compostos conhecidos
Tóxica por cristais de oxalato de cálcio
Evidência científica disponível
Limitada ou insuficiente para recomendar uso doméstico seguro.
Benefícios estudados
Dados botânicos ou farmacológicos não equivalem a eficácia clínica comprovada.
Riscos
Dor e ardor oral, salivação, vômito e dificuldade para engolir
Contraindicações
Evitar em crianças, gestantes, lactantes, pets e pessoas sensíveis sem orientação médica.
Interações com medicamentos
Não estão adequadamente estabelecidas; não combinar por conta própria.
Uso durante gravidez
Não recomendado.
Uso durante amamentação
Não recomendado.
Uso infantil
Não recomendado.
Alerta de que não substitui tratamento médico
Não substitui diagnóstico, tratamento ou acompanhamento profissional.

Perfume e características

Possui perfume
Sem perfume marcante
Parte perfumada
Flores, quando apresentam aroma.
Tipo de aroma
Discreto ou quase imperceptível
Intensidade
Baixo
Horário em que exala mais perfume
Pode variar; flores noturnas tendem a intensificar o aroma no fim do dia.
Perfume durante a floração
Discreto ou quase imperceptível
Aroma das folhas quando amassadas
Não é recomendado amassar folhas para testar aroma.
Pode causar incômodo em ambiente fechado
Baixo na maioria dos casos; pessoas sensíveis devem observar reações.
Atrai insetos por causa do aroma
Pequenos insetos

Relação com a natureza

Atrai abelhas
Pode atrair quando floresce ao ar livre.
Atrai borboletas
Pode atrair ocasionalmente, dependendo das flores e região.
Atrai beija-flores
Não é uma das principais plantas para beija-flores.
Atrai pássaros
Pode oferecer abrigo; frutos raros podem atrair fauna.
Atrai morcegos
Não é uma atração principal.
Atrai insetos benéficos
Pequenos insetos
Planta hospedeira de lagartas
Não é amplamente conhecida como hospedeira principal.
Oferece alimento para animais
Pode contribuir com cobertura e pequenos polinizadores em cultivo externo
Oferece abrigo
Folhagem pode oferecer abrigo a pequenos animais em jardins.
Ajuda na biodiversidade
Pode contribuir em jardins diversificados, preferindo espécies nativas locais.
Pode prejudicar espécies nativas
Baixo em cultivo doméstico; descarte responsável é recomendado
Polinização pelo vento
Não é o principal mecanismo.
Polinização por animais
Polinização por pequenos insetos; não é necessária para ornamentação

Dificuldade de cultivo

Muito fácil
Não é classificada principalmente como muito fácil.
Fácil
Sim, o nível pode ser considerado fácil.
Intermediária
Sim, o nível pode ser considerado intermediária.
Difícil
Não é classificada principalmente como difícil.
Especialista
Não é classificada principalmente como especialista.
Tolerância a erros
Moderada; erros repetidos causam danos.
Necessidade de atenção
Moderada, com observação de luz e umidade.
Frequência de manutenção
Inspeção semanal e cuidados conforme secagem e crescimento.
Indicada para iniciantes
Sim.
Principal erro de quem cultiva
Encharcar o substrato ou manter em local escuro
Principal segredo para ter sucesso
Luz indireta forte, umidade regular e excelente drenagem
Tempo semanal aproximado de cuidado
Cerca de 10 a 20 minutos por semana

Calendário de cuidados

Rega
Ano todo conforme secagem; aumentar no calor ativo e reduzir no frio.
Adubação
Primavera e verão; suspender ou reduzir no período frio.
Poda
Qualquer época, preferindo períodos quentes
Plantio
Primavera ou início do período quente
Replantio
Primavera ou início do período quente
Propagação
Primavera ou início do período quente
Floração
Principalmente primavera e verão, podendo ocorrer em outras épocas
Frutificação
Após a floração e polinização
Dormência
Sem dormência obrigatória; crescimento desacelera no frio
Proteção contra frio
Proteger quando a temperatura se aproximar de 15 °C.
Proteção contra calor
Tolera calor moderado com umidade e sem sol forte
Controle de pragas
Inspeção semanal durante todo o ano, intensificando no calor e tempo seco.
Mudança de local
Fazer gradualmente, preferindo primavera ou período de temperatura estável.

Pode ou não pode?

Pode ficar no sol?
Apenas sol fraco e gradual
Pode ficar na sombra?
Tolera sombra clara, mas floresce menos
Pode ficar dentro de casa?
Sim, se receber a luz necessária.
Pode ficar no quarto?
Sim, mas fora do alcance.
Pode ficar no banheiro?
Boa opção se houver luz e ventilação
Pode ficar na varanda?
Sim, desde que luz, chuva, vento e frio estejam dentro da tolerância.
Pode pegar chuva?
Sim, quando o substrato drena rápido e não permanece saturado.
Pode pegar vento?
Prefere local protegido de vento forte
Pode receber borrifação?
Não é necessária; ventilação é mais importante
Pode usar prato embaixo?
Sim para proteger a superfície, mas deve permanecer vazio.
Pode ficar perto de pets?
Não, mantenha fora do alcance.
Pode ser cultivada em água?
Não é indicada para cultivo permanente em água.
Pode ser cultivada em vaso?
Sim.
Pode ser plantada no chão?
Sim, se o clima, luz e solo forem adequados.
Pode podar?
Apenas limpeza e controle da touceira
Pode cortar raízes?
Somente raízes mortas ou danificadas
Pode usar borra de café?
Não diretamente; pode compactar e acidificar de forma imprevisível.
Pode usar casca de ovo?
Não como correção imediata; compostada e triturada tem efeito lento e incerto.
Pode usar adubo químico?
Sim, em dose adequada e com substrato úmido.

Cuidados rápidos

Luz ideal
Luz indireta durante a maior parte do dia
Rega
Regar quando os 2 a 4 cm superficiais secarem
Umidade
50% a 70%
Temperatura
18 °C a 28 °C
Substrato
40% fibra de coco ou terra vegetal, 30% casca de pinus, 20% perlita e 10% húmus
Adubação
A cada 30 a 45 dias na primavera e verão, em dose reduzida
Dificuldade
Fácil a intermediária
Toxicidade
Tóxica por cristais de oxalato de cálcio
Tamanho adulto
30 cm a 90 cm, conforme ambiente.
Crescimento
Moderado
Floração
Principalmente primavera e verão, podendo ocorrer em outras épocas
Ambiente ideal
Próximo a janela clara, sem sol forte

Erros comuns

Regar por calendário
Erro: a rega deve seguir a secagem real do substrato.
Usar vaso sem furos
Erro grave: aumenta muito o risco de podridão.
Deixar água no prato
Erro: esvaziar após cada rega.
Colocar diretamente no sol
Erro quando não há adaptação; aumentar a exposição gradualmente.
Cultivar em local escuro
Erro: tolerar pouca luz não significa viver sem luz.
Borrifar uma planta que não gosta
Observar a espécie; para Lírio-da-paz, não é necessária; ventilação é mais importante.
Usar substrato compacto
Erro: usar 40% fibra de coco ou terra vegetal, 30% casca de pinus, 20% perlita e 10% húmus.
Adubar planta doente
Erro: primeiro corrigir raízes, água, luz e pragas.
Trocar de vaso com frequência
Erro: replantar apenas quando necessário.
Usar vaso muito grande
Aumenta o risco de encharcamento
Não observar pragas
Erro: examinar folhas, axilas e substrato semanalmente.
Confundir dormência com morte
Atenção: sem dormência obrigatória; crescimento desacelera no frio.

Curiosidades

Significado do nome científico
O nome combina termos gregos relacionados a espata e folha.
História da descoberta
A espécie foi descrita cientificamente e hoje é aceita como Spathiphyllum wallisii Regel.
Significado cultural
É valorizada como ornamental e pode ter significados populares que variam por região.
Simbolismo
O simbolismo depende da cultura e não representa uma propriedade botânica.
Uso religioso ou tradicional
Existem usos culturais locais; eles não comprovam segurança medicinal ou alimentar.
Recordes de tamanho
No habitat ou no solo pode atingir 90 cm.
Comportamentos curiosos
Apresenta crescimento vertical em touceira e adaptações ao seu habitat natural.
Mudanças ao longo do dia
Folhas e flores podem alterar posição conforme luz, temperatura e água.
Origem do nome popular
O nome “Lírio-da-paz” surgiu pela aparência ou pelo uso cultural e pode variar regionalmente.
Variedades famosas
Existem cultivares selecionadas por cor, porte, folhagem ou floração.
Curiosidades sobre flores, folhas ou frutos
Inflorescência com espádice envolvido por espata e elíptica a lanceolada são características marcantes.

Plantas parecidas

Parecida com quais plantas
Antúrio, aglaonema e outras aráceas de sombra
Como diferenciar de espécies semelhantes
Confirmar elíptica a lanceolada, hábito vertical em touceira, raízes e inflorescência.
Planta frequentemente confundida
Antúrio, aglaonema e outras aráceas de sombra
Diferença entre variedades
Variedades podem mudar cor, tamanho, forma da folha e intensidade de crescimento.
Qual variedade cresce mais
Cultivares verdes e vigorosos costumam crescer mais que formas muito variegadas.
Qual floresce mais
Depende da cultivar, maturidade, luz, temperatura e adubação equilibrada.
Qual é mais resistente
Formas verdes geralmente toleram melhor variações que cultivares muito variegadas.
Qual é mais adequada para interiores
Cultivares compactas e adaptadas à luz indireta são mais práticas.

Dados e confiabilidade

Data da última atualização
31 de julho de 2026
Fonte das informações
Kew Plants of the World Online; extensões universitárias de horticultura; literatura técnica de cultivo de aráceas
Autor ou revisor
Conteúdo técnico estruturado para o Super Guia das Plantas; recomenda-se revisão botânica antes da publicação em massa.
Nível de confiança da informação
Alta para taxonomia e origem; moderada a alta para manejo, que varia com ambiente
Informações baseadas em experiência prática
Frequências de rega, adubação e manutenção são referências práticas e devem ser ajustadas ao ambiente.
Informações baseadas em literatura científica
Taxonomia, distribuição nativa e hábito foram priorizados a partir de bases botânicas.
Nome científico aceito atualmente
Spathiphyllum wallisii Regel
Sinônimos botânicos
Sem sinônimo botânico principal amplamente usado no comércio
Identificador em base botânica
Urn:lsid:ipni.org:names:89011-1
Região usada como referência para os cuidados
Brasil, com atenção especial a cultivo doméstico e diferenças entre regiões.
Observação de que o cultivo muda conforme o clima
Rega, luz, crescimento e floração variam com temperatura, umidade, estação, vaso e microclima.