Guia de plantas

Lírio-da-paz

Guia completo de Lírio-da-paz (Spathiphyllum wallisii Regel): características, cultivo e informações da planta.

Guia completo com informações sobre características, cultivo e necessidades de Lírio-da-paz.

Nome científico
Spathiphyllum wallisii Regel
Categoria
Planta tropical de interior
Outros nomes
Lírio-da-paz, Bandeira-branca, Espatifilo, Vela-branca

Conheça a planta

Nome popular principal
Lírio-da-paz
Outros nomes populares
Bandeira-branca | Espatifilo | Vela-branca
Nome científico
Spathiphyllum wallisii Regel
Família botânica
Araceae
Gênero
Spathiphyllum
Espécie
Spathiphyllum wallisii
Cultivar ou variedade
Espécie-tipo; cultivares comerciais podem apresentar porte e variegação diferentes
Foto principal
Selecionar uma foto própria da planta adulta na biblioteca de mídia
Descrição curta
Herbácea tropical perene, de folhas verdes brilhantes e inflorescências brancas formadas por espata e espádice
Característica mais marcante
Espata branca em formato de vela contrastando com a folhagem verde-escura
Nível de popularidade
Muito popular como planta ornamental de interiores
Planta rara ou comum
Comum no comércio de plantas ornamentais

Origem e habitat natural

País ou região de origem
Colômbia e Venezuela
Continente
América do Sul
Bioma natural
Floresta tropical úmida
Tipo de habitat
Sub-bosque sombreado e úmido
Floresta, campo, deserto, montanha, brejo etc.
Floresta tropical, principalmente no piso sombreado e úmido
Altitude onde ocorre
Predominantemente em baixas e médias altitudes tropicais; a faixa exata varia entre populações
Clima de origem
Tropical quente e úmido
Umidade do habitat
Alta, com solo úmido e boa circulação de ar
Tipo de solo natural
Solo rico em matéria orgânica, úmido e bem drenado
Planta nativa ou exótica no Brasil
Exótica no Brasil
Distribuição geográfica
Nativa da Colômbia à Venezuela e cultivada amplamente em regiões tropicais e em interiores
Espécie ameaçada ou protegida
Não há indicação de ameaça global relevante nas fontes de cultivo consultadas; confirmar bases de conservação antes de uso técnico
Potencial invasor
Baixo em cultivo doméstico; não é tratada como invasora importante no Brasil

Tipo da planta

Árvore
Não, não é classificada como árvore
Arbusto
Não, não é classificada como arbusto
Subarbusto
Não, não é classificada como subarbusto
Herbácea
Sim, é uma herbácea perene de crescimento em touceira
Trepadeira
Não, não é classificada como trepadeira
Pendente
Não, não é classificada como pendente
Rasteira
Não, não é classificada como rasteira
Forração
Pode formar maciços baixos em jardins sombreados tropicais, mas não é uma forração rasteira verdadeira
Palmeira
Não, não é classificada como palmeira
Suculenta
Não, não é classificada como suculenta
Cacto
Não, não é classificada como cacto
Bulbosa
Não, não é classificada como bulbosa
Rizomatosa
Forma touceiras por um caule subterrâneo curto; não possui rizoma alongado típico
Aquática
Não, embora aprecie umidade, não deve permanecer com as raízes submersas continuamente
Epífita
Não, não é classificada como epífita
Carnívora
Não, não é classificada como carnívora
Samambaia
Não, não é classificada como samambaia
Orquídea
Não, não é classificada como orquídea
Bromélia
Não, não é classificada como bromélia
Frutífera
Não, não é classificada como frutífera
Hortaliça
Não, não é classificada como hortaliça
Erva aromática
Não, não é classificada como erva aromática

Ciclo de vida

Anual
Não
Bienal
Não
Perene
Sim, é uma planta perene
Semiperene
Pode comportar-se como semiperene sob frio ou estresse, mas normalmente é perene
Decídua
Não em condições tropicais adequadas
Semidecídua
Não normalmente; pode perder folhas sob frio ou falta de água
Sempre-verde
Sim, mantém folhagem durante o ano quando cultivada em condições adequadas
Tempo médio de vida
Pode viver muitos anos em cultivo, especialmente quando dividida e replantada periodicamente
Velocidade de crescimento
Moderada
Tempo para atingir o tamanho adulto
Aproximadamente 2 a 3 anos, conforme luz, temperatura, adubação e tamanho da muda
Tempo para começar a florescer
Mudas bem estabelecidas podem florescer em 1 a 2 anos; divisões adultas podem florescer antes
Época de dormência
Não possui dormência obrigatória; o crescimento reduz no frio e com pouca luz
Perde folhas em alguma estação
Não por estação em clima quente; folhas podem amarelar por envelhecimento natural ou estresse
Comportamento durante o inverno
Cresce mais lentamente, exige menos água e deve ser protegida de frio e correntes de ar

Tamanho e crescimento

Altura mínima
Cerca de 25 cm em plantas jovens ou cultivares compactos
Altura máxima
Geralmente 40 a 60 cm para Spathiphyllum wallisii; cultivares de outros híbridos podem ser muito maiores
Largura mínima
Cerca de 25 cm
Largura máxima
Aproximadamente 40 a 60 cm em touceiras adultas
Tamanho quando cultivada em vaso
Normalmente 30 a 60 cm de altura e largura, conforme cultivar e vaso
Tamanho quando plantada no solo
Pode formar touceiras mais largas em clima tropical sombreado, geralmente até cerca de 60 cm para a espécie
Diâmetro da copa
Aproximadamente 30 a 60 cm
Comprimento dos ramos
Não forma ramos lenhosos; as folhas surgem diretamente da touceira
Comprimento das raízes
Sistema radicular fibroso e compacto, geralmente concentrado no volume do vaso
Tamanho das folhas
Comumente 15 a 30 cm de comprimento; cultivares podem variar
Tamanho das flores
A inflorescência, incluindo a espata, costuma medir aproximadamente 10 a 20 cm
Tamanho dos frutos
Bagas pequenas, pouco observadas em cultivo doméstico
Porte pequeno, médio ou grande
Pequeno a médio
Crescimento vertical, lateral, pendente ou rasteiro
Ereto e entouceirado, com expansão lateral lenta

Folhas e folhagem

Cor das folhas
Verde-escura
Variações de cor
Verde médio a escuro; cultivares variegados podem ter faixas creme ou verde-claro
Formato das folhas
Elíptico a lanceolado, com ponta alongada
Textura
Levemente coriácea, com nervuras marcadas
Brilhante ou fosca
Brilhante
Lisa, rugosa ou aveludada
Lisa a levemente rugosa pelas nervuras
Espessura
Média, sem características suculentas
Presença de espinhos
Não possui espinhos
Presença de pelos
Não apresenta pelos evidentes
Folhagem variegata
A espécie comum é verde; existem cultivares variegados como Domino e Variegata
Mudança de cor durante o ano
Não muda sazonalmente; amarelecimento costuma indicar envelhecimento ou estresse
Folhas aromáticas
Não
Folhas com seiva
Sim, os tecidos possuem seiva com cristais de oxalato de cálcio
Folhas sensíveis ao toque
Não apresentam movimento rápido ao toque
Folhas comestíveis
Não são recomendadas para consumo
Folhas tóxicas
Sim, a mastigação pode causar irritação oral devido a cristais insolúveis de oxalato de cálcio

Flores e floração

Produz flores ou não
Sim, produz inflorescências do tipo espádice envoltas por uma espata
Cor das flores
Espádice creme a esverdeado e espata branca que pode ficar verde com a idade
Formato
Espata oval ou lanceolada envolvendo parcialmente um espádice central
Tamanho
Aproximadamente 10 a 20 cm, variando conforme planta e cultivar
Aroma
Geralmente discreto ou imperceptível
Intensidade do perfume
Baixa
Época de floração
Pode florescer em diferentes épocas do ano, com maior frequência em períodos quentes e luminosos
Duração da floração
Uma sequência de inflorescências pode manter a planta ornamental por várias semanas
Duração de cada flor
A espata costuma permanecer vistosa por cerca de 4 a 6 semanas
Frequência de floração
Variável; plantas bem cultivadas podem emitir várias inflorescências ao ano
Floresce uma ou várias vezes por ano
Pode florescer várias vezes no ano
Floresce dentro de casa
Sim, desde que receba luz indireta forte e condições adequadas
Idade aproximada da primeira floração
Em geral após a muda estar bem estabelecida, frequentemente entre 1 e 2 anos
Necessita de polinização
Não para produzir a inflorescência; precisa de polinização para formar sementes
Polinizadores atraídos
Pequenos insetos podem visitar as inflorescências em ambiente externo
Flor comestível
Não é recomendada para consumo
Flor tóxica
Pode causar irritação se mastigada, como outras partes da planta
Como estimular a floração
Oferecer luz indireta forte, calor, rega equilibrada, adubação fraca e evitar vaso excessivamente grande
Motivos para não florescer
Pouca luz, excesso de nitrogênio, frio, muda jovem, raízes perturbadas ou cultivo em vaso grande demais

Frutos e sementes

Produz frutos
Pode produzir após polinização, mas é raro em ambientes internos
Tipo de fruto
Baga pequena agrupada no espádice
Cor do fruto
Verde a amarelada conforme a maturação
Tamanho
Pequeno, geralmente com poucos milímetros
Época de frutificação
Após a floração e polinização; não há período confiável em cultivo doméstico
Fruto comestível
Não recomendado
Fruto tóxico
Pode conter compostos irritantes; não deve ser ingerido
Possui sementes
Sim, quando ocorre polinização e frutificação
Quantidade aproximada de sementes
Variável; cada baga pode conter poucas sementes
Tempo para germinar
Normalmente algumas semanas quando as sementes são frescas e mantidas quentes e úmidas
Necessidade de estratificação
Não costuma exigir estratificação a frio
Necessidade de escarificação
Não costuma exigir escarificação
Viabilidade das sementes
Curta; sementes frescas apresentam melhor germinação
Atrai aves ou outros animais
Não é uma fonte importante de alimento em cultivo; evitar acesso por causa do potencial irritante

Clima ideal

Clima tropical
Sim, é o clima mais adequado
Subtropical
Sim, desde que protegida do frio e cultivada em sombra
Equatorial
Sim, com boa ventilação e drenagem
Mediterrâneo
Somente com irrigação, umidade e proteção contra frio e sol intenso
Temperado
Apenas como planta de interior ou protegida durante o frio
Semiárido
Somente em ambiente protegido, sombreado e com umidade controlada
Clima ideal principal
Tropical quente, úmido e sombreado
Temperatura mínima
Preferencialmente acima de 15 °C
Temperatura máxima
Cerca de 30 °C para crescimento confortável; tolera mais calor com umidade e ventilação
Faixa ideal de temperatura
Entre 20 °C e 29 °C
Tolerância ao calor
Moderada; calor intenso exige umidade, sombra e rega bem ajustada
Tolerância ao frio
Baixa
Tolerância à geada
Não tolera geada
Tolerância à neve
Não tolera neve
Tolerância a mudanças bruscas
Baixa; mudanças rápidas podem causar murcha, manchas e queda de folhas
Umidade ideal do ar
Aproximadamente 50% a 70%
Tolerância ao ar seco
Baixa a moderada; pontas secas são comuns em ar muito seco
Tolerância ao vento
Baixa para vento forte ou corrente de ar constante
Tolerância à maresia
Baixa; sal pode queimar folhas e raízes
Zona climática
USDA 11 a 12 para cultivo externo permanente
Regiões brasileiras mais indicadas
Regiões quentes e úmidas; no Sul e áreas frias deve ficar protegida no inverno

Luz ideal

Sol pleno
Não recomendado
Meia-sombra
Sim, especialmente com luz filtrada
Sombra clara
Sim
Luz indireta forte
É a condição ideal para crescimento e floração
Luz indireta moderada
Tolera, mas pode florescer menos
Baixa luminosidade
Sobrevive por algum tempo, porém cresce lentamente e raramente floresce
Quantidade ideal de horas de sol
Não precisa de sol direto; 8 a 12 horas de claridade indireta são adequadas
Sol da manhã
Pode receber sol muito fraco e filtrado após adaptação, evitando queimaduras
Sol da tarde
Não recomendado
Pode receber sol direto
Somente sol fraco e filtrado; sol direto forte queima as folhas
Precisa de adaptação ao sol
Sim, qualquer aumento de luz deve ser gradual
Tolera sombra
Sim, mas sombra profunda reduz crescimento e floração
Sintomas de falta de luz
Folhas menores, crescimento lento, pecíolos alongados e ausência de flores
Sintomas de excesso de sol
Manchas claras ou marrons, bordas queimadas e folhas desbotadas
Melhor posição dentro de casa
Próxima a uma janela clara, sem receber sol forte diretamente
Distância ideal da janela
Cerca de 0,5 a 2 m, dependendo da intensidade e orientação da janela
Orientação da janela
Leste ou norte com luz filtrada; oeste exige cortina e maior distância
Necessidade de luz artificial
Pode complementar ambientes escuros com luz de cultivo por 10 a 12 horas ao dia

Como regar

Frequência média de rega
Regar quando os 2 a 3 cm superficiais do substrato começarem a secar
Quantidade aproximada de água
Aplicar até um pouco de água sair pelos furos, descartando o excesso; a quantidade depende do vaso
Como verificar se precisa regar
Tocar o substrato e observar o peso do vaso; não usar apenas calendário
Profundidade de secagem antes da rega
Cerca de 2 a 3 cm na superfície
Manter úmido ou deixar secar
Manter levemente úmido, nunca encharcado, permitindo secagem superficial
Regar folhas ou apenas o substrato
Preferir molhar o substrato e evitar manter folhas e flores úmidas por muito tempo
Melhor horário para regar
Pela manhã
Frequência no verão
Geralmente mais frequente, sempre guiada pela secagem do substrato
Frequência no inverno
Menos frequente, porque o crescimento e a evaporação diminuem
Frequência durante a floração
Manter umidade estável sem aumentar automaticamente a quantidade de água
Frequência durante a dormência
Não possui dormência obrigatória; no frio, reduzir conforme a secagem
Tolera falta de água
Tolera períodos curtos e costuma murchar como alerta, mas secas repetidas danificam as folhas
Tolera excesso de água
Não
Sensibilidade ao encharcamento
Alta; favorece falta de oxigênio e podridão das raízes
Tipo de água ideal
Água em temperatura ambiente, com baixo teor de sais
Tolera água com cloro
Pode tolerar, mas cloro e sais acumulados podem contribuir para pontas secas
Tolera água dura
Baixa a moderada; água muito mineralizada pode acumular sais
Necessita de água da chuva ou filtrada
Não é obrigatório, mas água filtrada ou da chuva pode reduzir manchas e pontas secas
Sinais de pouca água
Murcha, folhas caídas, bordas secas e substrato muito leve
Sinais de excesso de água
Folhas amarelas, base amolecida, cheiro ruim e raízes escuras
Método de rega indicado
Rega completa pelo substrato, deixando todo o excesso escorrer
Rega por cima
Sim, direcionada ao substrato
Rega por baixo
Pode ser usada, mas convém regar por cima periodicamente para remover sais
Imersão
Somente como correção pontual de substrato muito seco, nunca deixando o vaso submerso por longos períodos
Irrigação por gotejamento
Pode funcionar no jardim sombreado se ajustada para não manter o solo saturado

Umidade do ambiente

Umidade relativa ideal
Entre 50% e 70%
Necessita de borrifação
Não é obrigatória
Borrifar folhas é recomendado ou não
Pode aumentar a umidade apenas por pouco tempo e favorecer manchas se não houver ventilação; prefira umidificador ou agrupamento
Necessita de umidificador
Somente em ambientes persistentemente secos
Pode usar bandeja com pedras
Sim, desde que o fundo do vaso não permaneça em contato com a água
Tolera banheiro
Sim, se houver luz suficiente e ventilação
Tolera ar-condicionado
Tolera com dificuldade; deve ficar longe do jato direto
Tolera aquecedor
Não perto do fluxo quente e seco
Tolera ambiente seco
Por períodos curtos, mas pode apresentar pontas secas
Sinais de baixa umidade
Pontas marrons, bordas secas e folhas menos firmes
Sinais de umidade excessiva
Manchas, mofo, folhas constantemente molhadas e substrato que demora a secar
Risco de fungos em alta umidade
Aumenta quando há pouca ventilação e folhas molhadas

Solo para cultivo

Tipo de solo ideal
Rico em matéria orgânica, úmido e bem drenado
Arenoso
Pode compor a drenagem, mas solo muito arenoso seca rápido demais
Argiloso
Somente se estruturado com matéria orgânica e materiais que aumentem a aeração
Humoso
Sim, é adequado quando possui boa drenagem
Calcário
Não é o ideal
Ácido
Levemente ácido é preferível
Neutro
Tolera próximo do neutro
Alcalino
Não recomendado; pode dificultar a absorção de nutrientes
Faixa ideal de pH
Aproximadamente 5,5 a 6,5
Solo fértil ou pobre
Moderadamente fértil e rico em matéria orgânica
Solo profundo ou superficial
Não exige solo muito profundo, pois as raízes são fibrosas e relativamente superficiais
Necessidade de drenagem
Alta
Tolerância à compactação
Baixa
Tolerância ao solo úmido
Gosta de umidade uniforme, mas não de saturação
Tolerância ao solo seco
Baixa a moderada por períodos curtos
Tolerância à salinidade
Baixa
Necessidade de matéria orgânica
Alta a moderada
Como preparar o local do plantio
Incorporar composto orgânico e material drenante, plantando em sombra e evitando pontos onde a água empoça

Substrato para vasos

Receita de substrato ideal
40% fibra de coco ou turfa, 30% casca de pinus fina, 20% perlita e 10% húmus de minhoca
Percentual de terra vegetal
0% a 20%, apenas se for leve e bem peneirada
Percentual de matéria orgânica
Cerca de 40% a 60% da mistura
Percentual de areia
0% a 10% de areia grossa lavada, se necessário
Percentual de perlita
Cerca de 20%
Percentual de casca de pinus
Cerca de 20% a 30%
Percentual de fibra de coco
Cerca de 30% a 40%
Percentual de carvão
Até 5% a 10%, em pedaços pequenos
Percentual de húmus
Cerca de 10%
Granulometria
Média, com partículas que mantenham ar entre as raízes
Retenção de umidade
Moderada a alta, sem permanecer encharcado
Nível de drenagem
Alto
Nível de aeração
Alto
pH ideal
Aproximadamente 5,5 a 6,5
Misturas que devem ser evitadas
Terra pura compacta, excesso de argila, areia fina e substratos que permanecem saturados
Substrato comercial indicado
Substrato para plantas tropicais ou folhagens, corrigido com perlita e casca de pinus
Frequência de renovação do substrato
A cada 1 a 2 anos ou quando estiver compactado e drenando mal

Vaso ideal

Pode ser cultivada em vaso
Sim, é uma das formas mais comuns de cultivo
Tamanho mínimo do vaso
Aproximadamente 15 cm de diâmetro para uma muda pequena
Profundidade mínima
Cerca de 15 cm, proporcional à touceira
Largura mínima
Deve acomodar a touceira com pequena margem lateral
Vaso alto ou raso
Médio, ligeiramente mais largo que profundo
Material mais indicado
Cerâmica, barro ou plástico, desde que possua boa drenagem
Barro
Adequado, mas seca mais rapidamente
Plástico
Adequado e mantém a umidade por mais tempo
Cerâmica
Adequada, especialmente com furos
Cimento
Pode ser usado, mas é pesado e pode aquecer; verificar drenagem
Autoirrigável
Pode funcionar com controle rigoroso, evitando reservatório constantemente saturando as raízes
Necessidade de furos
Obrigatória
Quantidade de furos
Vários furos suficientes para escoamento rápido; não há número fixo
Necessidade de camada de drenagem
Não substitui os furos; uma tela sobre os furos pode evitar perda de substrato
Necessidade de prato
Opcional para proteger móveis
Pode deixar água no prato
Não
Precisa de tutor
Não
Precisa de suporte para trepar
Não
Quando trocar de vaso
Quando raízes ocuparem todo o vaso, a água atravessar muito rápido ou o crescimento diminuir
Tamanho do novo vaso
Apenas 2 a 5 cm maior em diâmetro
Pode ficar com raízes apertadas
Tolera ficar levemente apertada e pode florescer bem assim
Risco de vaso grande demais
Alto, porque o excesso de substrato demora a secar e aumenta o risco de podridão

Raízes

Tipo de raiz
Fibrosa e entouceirada
Raiz profunda ou superficial
Relativamente superficial a média
Raízes agressivas
Não
Raízes delicadas
Moderadamente delicadas quando encharcadas ou durante divisões
Raízes aéreas
Não são características
Raiz tuberosa
Não
Rizoma
Possui caule subterrâneo curto associado à formação da touceira
Bulbo
Não
Estolões
Não
Sensibilidade ao transplante
Moderada; pode murchar temporariamente após divisão ou troca de vaso
Risco de quebrar calçadas
Muito baixo
Risco para tubulações
Muito baixo
Espaço mínimo para plantio
Cerca de 30 a 50 cm entre touceiras, conforme cultivar
Pode ser cultivada perto de muros
Sim, desde que haja sombra, drenagem e espaço para a touceira
Sinais de raízes apodrecidas
Raízes marrons ou pretas, moles, com mau cheiro, acompanhadas de amarelecimento
Sinais de raízes apertadas
Muitas raízes circulando o vaso, secagem rápida e crescimento reduzido

Adubação

Necessidade de adubação
Baixa a moderada
Frequência
A cada 30 a 45 dias na primavera e no verão, usando dose fraca
Melhor época
Primavera e verão
Adubo orgânico indicado
Húmus de minhoca ou composto bem curtido em pequena quantidade
Adubo mineral indicado
Fertilizante equilibrado e diluído para folhagens ou plantas de interior
Formulação NPK
Equilibrada, como 10-10-10 ou semelhante, sempre em dose reduzida
Adubo para crescimento
Fertilizante equilibrado, evitando excesso de nitrogênio
Adubo para floração
Pode usar formulação equilibrada; luz adequada é mais importante que excesso de fósforo
Adubo para frutificação
Não é objetivo comum no cultivo ornamental
Quantidade recomendada
Cerca de um quarto a metade da dose indicada no rótulo
Adubação líquida ou sólida
Líquida diluída oferece maior controle; liberação lenta também pode ser usada com cautela
Adubação foliar
Não é necessária e pode manchar folhas; prefira aplicação no substrato
Húmus de minhoca
Sim, em camada fina ou misturado ao substrato
Bokashi
Pode ser usado em pequena quantidade e bem incorporado
Esterco curtido
Somente muito bem curtido e em pequena proporção
Farinha de ossos
Não é necessária para cultivo comum e deve ser usada com cautela
Torta de mamona
Evitar em casas com pets e crianças; pode ser tóxica se ingerida
Osmocote ou adubo de liberação lenta
Pode ser usado em dose baixa conforme o rótulo
Quando suspender a adubação
Durante frio intenso, após replantio, em planta doente ou com raízes danificadas
Sensibilidade ao excesso de adubo
Alta; sais podem queimar pontas e raízes
Sinais de falta de nutrientes
Crescimento fraco e folhas pálidas, após excluir problemas de luz e raízes
Sinais de excesso de nutrientes
Pontas queimadas, crosta de sais, raízes danificadas e murcha mesmo com substrato úmido

Como plantar

Melhor época para plantar
Primavera ou início do período quente
Plantio em vaso
Usar vaso com furos e substrato aerado, mantendo a base da touceira no mesmo nível anterior
Plantio no jardim
Somente em clima quente, em local sombreado e com solo drenado
Profundidade de plantio
A mesma profundidade em que a planta já estava; não enterrar a coroa
Distância entre mudas
Cerca de 30 a 50 cm
Espaçamento recomendado
Aproximadamente 40 cm para a espécie, ajustando ao cultivar
Preparo da cova
Abrir cova maior que o torrão e incorporar matéria orgânica sem compactar
Necessidade de tutor
Não
Necessidade de cobertura morta
Pode ajudar a conservar umidade no jardim, sem encostar na base
Cuidados nos primeiros dias
Manter luz filtrada, umidade leve e evitar adubação forte
Tempo de adaptação
Cerca de 2 a 6 semanas
Pode ser transplantada
Sim
Melhor horário para plantar
Fim da tarde ou manhã fresca
Cuidados depois do transplante
Manter em sombra clara, regar sem encharcar e evitar adubação por algumas semanas

Replantio e transplante

Frequência de replantio
A cada 1 a 2 anos ou conforme o crescimento das raízes
Melhor época para replantar
Final do inverno ou início da primavera, em local protegido
Sinais de que precisa trocar de vaso
Raízes ocupando todo o recipiente, secagem muito rápida e crescimento reduzido
Como retirar do vaso
Apertar as laterais, apoiar a base da touceira e puxar o torrão sem forçar as folhas
Pode cortar raízes
Somente raízes mortas, podres ou excessivamente enroladas, usando ferramenta esterilizada
Quanto aumentar o tamanho do vaso
Apenas 2 a 5 cm no diâmetro
Cuidados depois da troca
Regar moderadamente e manter em luz indireta sem correntes de ar
Tempo sem adubar após o replantio
Cerca de 3 a 4 semanas
Tempo sem sol direto
Sempre evitar sol direto forte; após replantio, manter luz filtrada por pelo menos 2 semanas
Risco de choque de transplante
Moderado, especialmente quando há divisão da touceira
Como recuperar após o transplante
Manter temperatura estável, umidade moderada e não compensar a murcha com excesso de água

Poda

Precisa de poda
Não necessita poda estrutural
Tipo de poda
Limpeza e remoção de folhas ou inflorescências antigas
Poda de limpeza
Sim
Poda de formação
Não é necessária
Poda de manutenção
Sim, apenas para retirar partes danificadas
Poda de floração
Remover hastes florais secas pela base
Poda de rejuvenescimento
Preferir divisão da touceira em vez de poda intensa
Melhor época
Pode ser feita quando necessário; divisões são melhores na primavera
Partes que podem ser removidas
Folhas amarelas, secas, doentes e hastes florais envelhecidas
Partes que não devem ser cortadas
Folhas saudáveis em excesso e o centro de crescimento da touceira
Altura segura para corte
Cortar folhas e hastes rente à base sem ferir a coroa
Pode cortar folhas amarelas
Sim
Pode remover flores secas
Sim
Necessita de ferramenta esterilizada
Sim
Seiva irritante durante a poda
Pode irritar pele e mucosas; usar luvas
Como estimular ramificações
Não ramifica como arbusto; a touceira aumenta por novos brotos basais
Como controlar o tamanho
Dividir a touceira e remover brotos excedentes

Como fazer mudas

Sementes
Possível, mas lenta e pouco usada; exige sementes frescas
Estacas de caule
Não, a planta não forma caule adequado para estacas
Estacas de folhas
Não
Divisão de touceira
Sim, é o método recomendado
Separação de brotos
Sim, quando cada broto possui raízes próprias
Rizomas
Pode ser dividida pelo caule subterrâneo curto junto com raízes e folhas
Bulbos
Não
Filhotes
Sim, brotos laterais podem ser separados quando bem enraizados
Alporquia
Não
Mergulhia
Não
Enxertia
Não
Propagação na água
Divisões podem ficar temporariamente na água para recuperação, mas o cultivo permanente aumenta riscos
Propagação no substrato
Sim, plantar as divisões diretamente em substrato leve e úmido
Melhor época
Primavera ou início do verão
Tempo médio para enraizar
Divisões já possuem raízes; a adaptação costuma levar 3 a 6 semanas
Temperatura ideal
Entre 21 °C e 27 °C
Necessidade de hormônio enraizador
Não
Taxa de dificuldade
Fácil por divisão
Passo a passo resumido
Retirar a planta, separar cuidadosamente uma porção com folhas e raízes, cortar apenas partes danificadas e replantar
Quando transferir a muda
Quando a divisão estiver firme, emitindo novas folhas e com raízes ativas
Tempo até virar planta adulta
Aproximadamente 1 a 2 anos, conforme o tamanho da divisão

Pragas

Cochonilha
Comum; forma massas brancas ou escamas em pecíolos e verso das folhas
Pulgão
Pode ocorrer em brotos e inflorescências, mas é menos comum dentro de casa
Ácaro
Pode surgir em ambiente quente e seco, causando pontilhado e teias finas
Tripes
Pode causar manchas prateadas e deformação de folhas e flores
Mosca-branca
Possível, principalmente em estufas
Lesma
Pode atacar plantas no jardim, deixando furos e trilhas de muco
Caracol
Pode mastigar folhas em cultivo externo
Lagarta
Pouco comum, mas pode consumir folhas no jardim
Formiga
Não costuma atacar diretamente; pode indicar presença de cochonilhas ou pulgões
Fungus gnat
Comum em substrato constantemente úmido; larvas vivem na matéria orgânica
Nematóide
Possível no solo, mas não é o problema mais comum em vasos domésticos
Broca
Não é uma praga típica
Pragas mais comuns da espécie
Cochonilhas, escamas, ácaros e fungus gnats
Partes atacadas
Verso das folhas, pecíolos, brotos, raízes e superfície do substrato
Sintomas
Manchas, melada, folhas deformadas, pontilhado, teias ou insetos visíveis
Como confirmar a infestação
Inspecionar frente e verso das folhas, pecíolos e substrato com boa luz
Tratamento caseiro seguro
Isolar a planta, remover manualmente e limpar folhas com pano úmido; sabão inseticida próprio pode ser usado conforme o rótulo
Tratamento biológico
Óleo de neem ou agentes biológicos registrados, sempre seguindo o rótulo e evitando uso indiscriminado
Tratamento químico
Somente produto registrado para a praga e para plantas ornamentais, respeitando rótulo e segurança
Como prevenir
Evitar excesso de água, limpar folhas, manter ventilação e inspecionar plantas novas
Frequência de inspeção
Semanalmente

Doenças

Podridão de raízes
Principal risco quando o substrato permanece encharcado
Fungos nas folhas
Podem surgir com folhas molhadas, pouca ventilação e alta umidade
Oídio
Pouco comum, mas possível em ambiente abafado
Ferrugem
Não é uma doença típica
Antracnose
Pode causar manchas escuras em condições favoráveis ao fungo
Mancha foliar
Pode ocorrer por fungos ou bactérias
Míldio
Pouco comum em interiores
Bacteriose
Pode causar manchas encharcadas e podridão em ambiente quente e úmido
Vírus
Possível, mas menos frequente; pode causar mosaico e deformação persistente
Podridão do caule
Pode atingir a base da touceira em substrato saturado
Doenças mais comuns
Podridão radicular e manchas foliares
Sintomas
Amarelecimento, murcha com solo molhado, raízes escuras, manchas e mau cheiro
Causa provável
Excesso de água, drenagem ruim, folhas molhadas por longos períodos ou ferramentas contaminadas
Forma de transmissão
Água, substrato, respingos, ferramentas e material vegetal contaminado
Tratamento
Corrigir a causa, remover partes podres, trocar substrato e usar produto registrado somente quando necessário
Partes que precisam ser removidas
Raízes moles, folhas muito afetadas e tecidos com podridão
Necessidade de isolamento
Sim quando houver suspeita de praga, bactéria, fungo ou vírus transmissível
Prevenção
Boa drenagem, ventilação, rega correta e ferramentas limpas
Possibilidade de recuperação
Boa quando o problema é identificado cedo e ainda existem raízes e brotos saudáveis

Diagnóstico pelas folhas

Folhas amarelas
Podem indicar excesso de água, folha antiga, pouca luz, frio ou raízes comprometidas
Pontas secas
Comuns por ar seco, sais na água, excesso de adubo ou rega irregular
Bordas queimadas
Podem resultar de sol direto, sais ou baixa umidade
Folhas enroladas
Podem indicar falta de água, calor, frio ou pragas
Folhas murchas
Verificar primeiro a umidade: pode ser sede ou raiz apodrecida em solo molhado
Folhas caindo
Pode ocorrer por choque de temperatura, transplante, seca ou excesso de água
Folhas transparentes
Pode indicar dano por frio ou tecido encharcado e deteriorado
Folhas escurecidas
Podem indicar frio, podridão, queimadura química ou tecido velho
Folhas com manchas
Investigar sol, água nas folhas, fungos, bactérias, pragas e danos mecânicos
Folhas pequenas
Geralmente associadas a pouca luz, pouca nutrição ou raízes apertadas
Folhas desbotadas
Podem indicar luz excessiva, deficiência nutricional ou pragas
Folhas rasgadas
Normalmente dano mecânico, transporte, vento ou pets
Crescimento deformado
Pode indicar tripes, ácaros, dano químico ou estresse durante a formação da folha
Perda da variegação
Em cultivares variegados, pouca luz pode reduzir a variegação
Causa provável
Deve ser definida combinando aparência das folhas, umidade do substrato, raízes, luz e temperatura
Como diferenciar falta e excesso de água
Na falta, o substrato está seco e o vaso leve; no excesso, está úmido por muitos dias e as raízes podem estar escuras
Solução recomendada
Corrigir apenas a causa confirmada e remover folhas totalmente danificadas
Tempo esperado de recuperação
Novas folhas podem melhorar em 3 a 8 semanas; folhas já danificadas não voltam ao normal

Problemas e diagnóstico

Planta não cresce
Verificar luz, temperatura, raízes, tamanho do vaso e adubação
Planta cresce estiolada
Indica luz insuficiente
Planta inclina para um lado
Está crescendo em direção à luz; girar o vaso periodicamente
Planta não floresce
Geralmente falta luz indireta forte, maturidade ou equilíbrio nutricional
Botões caem antes de abrir
Pode ocorrer por frio, seca, mudança brusca ou raiz estressada
Flores duram pouco
Calor, baixa umidade, sol direto ou estresse hídrico podem reduzir a duração
Caule mole
Como não possui caule aéreo evidente, tecido mole na base sugere podridão
Caule escuro
Base escura e mole indica possível podridão
Raízes pretas
Sinal forte de podridão quando estão moles e com mau cheiro
Mau cheiro no substrato
Indica anaerobiose, decomposição ou podridão
Presença de mofo
Revela excesso de umidade e pouca ventilação; corrigir o ambiente
Planta caiu ou tombou
Pode ter torrão solto, raízes danificadas, vaso leve ou crescimento desequilibrado
Planta está perdendo folhas
Investigar frio, excesso de água, seca, pouca luz, pragas e transplante recente
Plano de recuperação
Isolar, avaliar raízes, remover tecidos podres, replantar em substrato drenante e ajustar luz e rega
Grau de urgência
Alto se houver mau cheiro, base mole ou raízes pretas; moderado nos demais sinais
Chance de recuperação
Boa quando ainda existem raízes claras e brotos firmes

Cultivo dentro de casa

Indicada para ambientes internos
Sim, é uma das plantas mais usadas em interiores
Nível de dificuldade dentro de casa
Fácil a intermediário
Local ideal
Ambiente claro com luz indireta, umidade moderada e sem correntes de ar
Sala
Sim, próxima a uma janela clara
Quarto
Pode ficar, mas deve permanecer fora do alcance de crianças e pets
Cozinha
Pode ficar se houver luz, ventilação e distância do calor do fogão
Banheiro
Pode ficar se houver janela ou iluminação adequada
Escritório
Sim, desde que não fique no jato do ar-condicionado
Varanda fechada
Sim, se não houver sol forte nem superaquecimento
Distância da janela
Geralmente 0,5 a 2 m, ajustando conforme a intensidade da luz
Necessidade de ventilação
Moderada, sem vento forte direto
Tolera ar-condicionado
Somente longe do jato direto e com atenção à umidade
Tolera baixa luz
Tolera, mas cresce e floresce menos
Necessita de rotação do vaso
É recomendável girar um quarto de volta a cada 1 ou 2 semanas
Pode ficar perto de eletrônicos
Sim, sem encostar e sem bloquear ventilação dos aparelhos
Pode ficar em quarto de criança
Não é recomendada ao alcance da criança por ser irritante se ingerida
Suja muito o ambiente
Não
Solta folhas, flores ou frutos
Pode soltar folhas antigas e espatas secas ocasionalmente
Possui cheiro forte
Não

Cultivo no jardim

Indicada para jardim
Sim em jardins tropicais sombreados e protegidos do frio
Solitária ou em grupo
Fica melhor em grupos ou maciços
Forração
Pode preencher áreas sombreadas, mas não é rasteira
Cerca-viva
Não
Maciço
Sim
Canteiro
Sim, em sombra ou meia-sombra
Jardim tropical
Sim
Jardim seco
Não
Jardim de sombra
Sim, é uma excelente opção
Jardim vertical
Pode ser usada em módulos com substrato profundo e irrigação controlada
Jardim de inverno
Sim, com luz indireta
Jardim de pedras
Somente em áreas úmidas e sombreadas, não em jardim seco
Margem de lago
Pode ficar próxima, desde que as raízes não permaneçam submersas
Espaçamento
Cerca de 30 a 50 cm
Combinações com outras plantas
Combina com marantas, calateias, samambaias e outras espécies de sombra com necessidades semelhantes
Resistência à chuva
Tolera chuva moderada com boa drenagem; chuva constante pode favorecer doenças
Resistência ao vento
Baixa
Resistência à geada
Nenhuma
Necessidade de manutenção
Baixa a moderada

Toxicidade e segurança

Tóxica para humanos
Sim, causa irritação oral se mastigada ou ingerida
Tóxica para cães
Sim
Tóxica para gatos
Sim
Tóxica para aves
Tratar como potencialmente perigosa e manter fora do alcance
Tóxica para cavalos
Sim, registros toxicológicos incluem cavalos para Spathiphyllum
Parte tóxica da planta
Todas as partes contêm cristais irritantes em diferentes concentrações
Folha
Tóxica se mastigada
Flor
Potencialmente irritante se mastigada
Fruto
Não deve ser ingerido
Semente
Não deve ser ingerida
Caule
Pecíolos e base contêm seiva irritante
Seiva
Irritante para boca, olhos e pele sensível
Raiz
Não deve ser ingerida
Gravidade da toxicidade
Geralmente moderada por irritação local, mas exige avaliação médica ou veterinária se houver ingestão
Sintomas de contato
Ardência, vermelhidão e irritação em pessoas sensíveis
Sintomas de ingestão
Dor e queimação na boca, salivação, vômito e dificuldade para engolir
Irrita a pele
Pode irritar pessoas sensíveis
Irrita os olhos
Sim, a seiva pode causar irritação intensa
Possui espinhos
Não
Pode causar alergia
Pode causar reação irritativa ou alérgica em pessoas sensíveis
Segura para crianças
Não ao alcance; orientar para não tocar a seiva nem mastigar partes
Segura para pets
Não
Cuidados no manuseio
Usar luvas ao podar ou dividir, lavar as mãos e manter longe de crianças e animais

Uso alimentar

Planta comestível
Não deve ser tratada como planta comestível em uso doméstico
Partes comestíveis
Nenhuma parte é recomendada para consumo
Forma de consumo
Não se aplica
Crua ou cozida
Não consumir
Necessita de preparo específico
Não há preparo doméstico seguro recomendado
Possui partes tóxicas
Sim, contém cristais insolúveis de oxalato de cálcio
Sabor
Não deve ser provado
Aroma
Sem relevância culinária
Uso culinário
Não recomendado
Valor nutricional geral
Não aplicável ao uso ornamental seguro
Restrições de consumo
Não ingerir
Quantidade segura
Não há quantidade doméstica estabelecida como segura
Não confundir com espécies tóxicas
O próprio lírio-da-paz é irritante e não deve ser confundido com plantas alimentícias

Uso medicinal e tradicional

Uso tradicional
Há registros etnobotânicos para algumas espécies, mas isso não comprova segurança ou eficácia
Parte utilizada
Não recomendar uso doméstico de nenhuma parte
Forma de preparo
Não recomendado
Chá
Não recomendado
Infusão
Não recomendada
Decocção
Não recomendada
Uso tópico
Não recomendado devido ao potencial irritante
Compostos conhecidos
Cristais insolúveis de oxalato de cálcio entre os principais componentes de preocupação
Evidência científica disponível
Insuficiente para recomendar uso medicinal doméstico
Benefícios estudados
Não há benefício clínico estabelecido que justifique o uso caseiro
Riscos
Irritação da boca, garganta, olhos, pele e trato gastrointestinal
Contraindicações
Crianças, gestantes, lactantes, pessoas sensíveis e animais; na prática, não usar medicinalmente
Interações com medicamentos
Não estabelecidas; a ausência de dados não significa segurança
Uso durante gravidez
Não recomendado
Uso durante amamentação
Não recomendado
Uso infantil
Não recomendado
Alerta de que não substitui tratamento médico
Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico

Perfume e características

Possui perfume
Geralmente não apresenta perfume perceptível
Parte perfumada
A inflorescência pode ter odor muito discreto
Tipo de aroma
Suave ou imperceptível
Intensidade
Baixa
Horário em que exala mais perfume
Não há horário marcante
Perfume durante a floração
Discreto
Aroma das folhas quando amassadas
Sem aroma agradável característico; não amassar por causa da seiva irritante
Pode causar incômodo em ambiente fechado
Raramente pelo cheiro; o principal cuidado é a toxicidade por mastigação
Atrai insetos por causa do aroma
Pouco relevante em interiores

Relação com a natureza

Atrai abelhas
Pode receber pequenas visitas em cultivo externo, mas não é uma planta melífera importante
Atrai borboletas
Não é especialmente atrativa
Atrai beija-flores
Não é especialmente atrativa
Atrai pássaros
Não é uma fonte relevante de alimento
Atrai morcegos
Não
Atrai insetos benéficos
Pode oferecer recurso limitado quando floresce ao ar livre
Planta hospedeira de lagartas
Não é conhecida como hospedeira importante em jardins domésticos
Oferece alimento para animais
Não deve ser oferecida a animais
Oferece abrigo
Touceiras podem fornecer microabrigo a pequenos invertebrados no jardim
Ajuda na biodiversidade
Contribuição limitada; espécies nativas são preferíveis para objetivos de biodiversidade
Pode prejudicar espécies nativas
Risco baixo em vasos; evitar descarte em áreas naturais
Polinização pelo vento
Não é o principal mecanismo
Polinização por animais
Principalmente por pequenos insetos no habitat natural

Dificuldade de cultivo

Muito fácil
Pode parecer muito fácil em ambientes adequados, mas erra-se bastante na rega
Fácil
Sim, para quem observa o substrato e oferece luz indireta
Intermediária
Pode se tornar intermediária em locais frios, secos ou escuros
Difícil
Não em condições adequadas
Especialista
Não
Tolerância a erros
Moderada; murcha por sede pode se recuperar, mas encharcamento prolongado é perigoso
Necessidade de atenção
Moderada, principalmente à umidade do substrato e pontas das folhas
Frequência de manutenção
Inspeção semanal e limpeza mensal das folhas
Indicada para iniciantes
Sim, com orientação sobre rega
Principal erro de quem cultiva
Regar por calendário e manter o substrato encharcado
Principal segredo para ter sucesso
Luz indireta forte, substrato aerado e rega apenas após secagem superficial
Tempo semanal aproximado de cuidado
Cerca de 5 a 15 minutos, além da rega quando necessária

Calendário de cuidados

Rega
Ano inteiro conforme a secagem; aumentar no verão e reduzir no inverno
Adubação
Primavera e verão a cada 30 a 45 dias; reduzir ou suspender no frio
Poda
Limpeza quando houver folhas amarelas ou flores secas
Plantio
Preferir primavera e início do verão
Replantio
Final do inverno ou primavera
Propagação
Primavera e início do verão
Floração
Pode ocorrer o ano todo, geralmente mais intensa em períodos quentes e claros
Frutificação
Rara em cultivo doméstico
Dormência
Não possui dormência obrigatória; apenas desacelera no frio
Proteção contra frio
Reforçar do outono ao inverno, especialmente no Sul do Brasil
Proteção contra calor
No verão, evitar sol direto e manter umidade sem encharcar
Controle de pragas
Inspeção semanal durante todo o ano
Mudança de local
Evitar mudanças bruscas; fazer adaptações graduais em qualquer estação

Pode ou não pode?

Pode ficar no sol?
Não em sol forte; apenas sol fraco e filtrado após adaptação
Pode ficar na sombra?
Sim, mas sombra profunda reduz a floração
Pode ficar dentro de casa?
Sim
Pode ficar no quarto?
Sim, fora do alcance de crianças e pets e com luz suficiente
Pode ficar no banheiro?
Sim, se houver luz e ventilação
Pode ficar na varanda?
Sim, em varanda sombreada e protegida do vento e do frio
Pode pegar chuva?
Pode receber chuva moderada se o vaso drenar rapidamente
Pode pegar vento?
Não vento forte ou frio direto
Pode receber borrifação?
Pode, mas não é necessária e não deve substituir umidade ambiental adequada
Pode usar prato embaixo?
Pode usar, mas deve esvaziar após a rega
Pode ficar perto de pets?
Não ao alcance
Pode ser cultivada em água?
Pode sobreviver temporariamente ou em sistema hidropônico controlado, mas não em água parada sem manejo
Pode ser cultivada em vaso?
Sim
Pode ser plantada no chão?
Sim em clima tropical sombreado e sem geada
Pode podar?
Sim, apenas limpeza e remoção de partes velhas
Pode cortar raízes?
Somente raízes mortas ou podres durante o replantio
Pode usar borra de café?
Não diretamente; pode compactar e alterar o substrato
Pode usar casca de ovo?
Não é necessária e libera nutrientes lentamente; não substitui adubação equilibrada
Pode usar adubo químico?
Sim, em dose fraca e conforme o rótulo

Cuidados rápidos

Luz ideal
Luz indireta forte ou meia-sombra clara
Rega
Quando os 2 a 3 cm superficiais secarem
Umidade
Preferencialmente 50% a 70%
Temperatura
Ideal entre 20 °C e 29 °C
Substrato
Orgânico, aerado e bem drenado
Adubação
Fraca a cada 30 a 45 dias na época quente
Dificuldade
Fácil a intermediária
Toxicidade
Irritante e tóxica para cães e gatos se mastigada
Tamanho adulto
Geralmente 30 a 60 cm para a espécie
Crescimento
Moderado e entouceirado
Floração
Espata branca, favorecida por boa luz indireta
Ambiente ideal
Interior claro, quente, úmido e sem correntes de ar

Erros comuns

Regar por calendário
Erro; sempre verificar a secagem do substrato
Usar vaso sem furos
Erro grave, aumenta o risco de podridão
Deixar água no prato
Erro; descartar o excesso
Colocar diretamente no sol
Erro; pode queimar as folhas
Cultivar em local escuro
Erro; reduz crescimento e floração
Borrifar uma planta que não gosta
O lírio-da-paz tolera borrifação, mas folhas constantemente molhadas podem favorecer manchas
Usar substrato compacto
Erro; sufoca as raízes
Adubar planta doente
Erro; primeiro corrigir raízes, pragas ou ambiente
Trocar de vaso com frequência
Erro; perturba raízes e favorece choque
Usar vaso muito grande
Erro; mantém umidade excessiva
Não observar pragas
Erro; cochonilhas e ácaros podem se esconder no verso das folhas
Confundir dormência com morte
Erro; no frio a planta pode apenas desacelerar, mas raízes devem permanecer firmes

Curiosidades

Significado do nome científico
Spathiphyllum combina palavras gregas associadas a espata e folha, em referência à espata folhosa
História da descoberta
Spathiphyllum wallisii foi publicado botanicamente em 1877 por Eduard August von Regel
Significado cultural
É frequentemente associada à paz, pureza, harmonia e condolências
Simbolismo
Paz, equilíbrio e renovação
Uso religioso ou tradicional
Pode ser usada ornamentalmente em cerimônias e homenagens, sem indicação medicinal segura
Recordes de tamanho
Cultivares do gênero podem superar 1,5 m, mas S. wallisii é uma espécie menor
Comportamentos curiosos
Murcha visivelmente quando sente falta de água e pode recuperar a firmeza após rega correta
Mudanças ao longo do dia
Folhas podem perder firmeza nas horas mais quentes e recuperar-se depois
Origem do nome popular
A espata branca lembra uma bandeira ou vela, associada simbolicamente à paz
Variedades famosas
Domino, Gemini, Variegata, Petite, Mauna Loa e Sensation; algumas podem pertencer a híbridos do gênero
Curiosidades sobre flores, folhas ou frutos
A parte branca não é a flor verdadeira; é uma espata que envolve o espádice com pequenas flores

Plantas parecidas

Parecida com quais plantas
Antúrio, copo-de-leite e outras aráceas com espata e espádice
Como diferenciar de espécies semelhantes
Possui folhas basais verdes e espata geralmente branca, sem as cores intensas e folhas cordiformes típicas de muitos antúrios
Planta frequentemente confundida
Copo-de-leite e antúrio
Diferença entre variedades
Variam em porte, largura das folhas, tamanho das espatas e presença de variegação
Qual variedade cresce mais
Sensation está entre as formas comerciais de maior porte
Qual floresce mais
Cultivares compactos bem iluminados podem florescer com frequência; o resultado depende mais do manejo que do nome comercial
Qual é mais resistente
Formas verdes comuns tendem a tolerar menos luz melhor que cultivares muito variegados
Qual é mais adequada para interiores
Cultivares compactos como Petite, Domino e formas de S. wallisii são adequados, desde que recebam boa luz indireta

Dados e confiabilidade

Data da última atualização
31 de julho de 2026
Autor ou revisor
Conteúdo de teste estruturado para o Super Guia das Plantas; recomenda-se revisão por profissional de botânica ou horticultura antes da publicação definitiva
Nível de confiança da informação
Alto para taxonomia, origem, cultivo geral e toxicidade; moderado para medidas e calendários, que variam conforme cultivar e ambiente
Informações baseadas em experiência prática
Rega, escolha do vaso, diagnóstico visual e manutenção foram adaptados às práticas comuns de cultivo doméstico
Informações baseadas em literatura científica
Taxonomia e distribuição foram baseadas em base botânica; toxicidade em fontes veterinárias e hortícolas institucionais
Nome científico aceito atualmente
Spathiphyllum wallisii Regel
Sinônimos botânicos
Consultar a ficha taxonômica atualizada do Plants of the World Online antes de publicar sinônimos
Identificador em base botânica
POWO: urn:lsid:ipni.org:names:89011-1
Região usada como referência para os cuidados
Cultivo doméstico no Brasil, com atenção especial às diferenças entre regiões quentes e o inverno do Sul
Observação de que o cultivo muda conforme o clima
Frequência de rega, proteção contra frio, luz e adubação devem ser ajustadas ao clima, estação, vaso e ambiente