Guia completo com informações sobre características, cultivo e necessidades de Lírio-da-paz.
- Nome científico
- Spathiphyllum wallisii Regel
- Categoria
- Herbácea tropical ornamental
- Outros nomes
- Bandeira-branca, Espatifilo, Vela-branca
Conheça a planta
- Nome popular principal
- Lírio-da-paz
- Outros nomes populares
- Bandeira-branca | Espatifilo | Vela-branca
- Nome científico
- Spathiphyllum wallisii Regel
- Família botânica
- Araceae
- Gênero
- Spathiphyllum
- Espécie
- Spathiphyllum wallisii
- Cultivar ou variedade
- A ficha descreve a espécie; cultivares podem alterar cor, porte e floração.
- Descrição curta
- Herbácea tropical ornamental de vertical em touceira, valorizada pela folhagem e pelo uso ornamental.
- Característica mais marcante
- Verde-escuro e vertical em touceira.
- Nível de popularidade
- Muito popular no paisagismo e no cultivo doméstico.
- Planta rara ou comum
- Comum no comércio de plantas ornamentais.
Origem e habitat natural
- País ou região de origem
- Colômbia e Venezuela
- Continente
- América do Sul
- Bioma natural
- Floresta tropical úmida
- Tipo de habitat
- Sub-bosque úmido e sombreado
- Floresta, campo, deserto, montanha, brejo etc.
- Sub-bosque úmido e sombreado
- Altitude onde ocorre
- Baixas a médias altitudes tropicais
- Clima de origem
- Tropical úmido a subtropical protegido
- Umidade do habitat
- 50% a 70%
- Tipo de solo natural
- Fértil, solto, rico em matéria orgânica e bem drenado
- Planta nativa ou exótica no Brasil
- Exótica cultivada no Brasil
- Distribuição geográfica
- Nativa do norte da América do Sul e amplamente cultivada em regiões tropicais
- Espécie ameaçada ou protegida
- Sem proteção geral conhecida para a espécie cultivada
- Potencial invasor
- Baixo em cultivo doméstico; descarte responsável é recomendado
Tipo da planta
- Árvore
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como árvore.
- Arbusto
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como arbusto.
- Subarbusto
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como subarbusto.
- Herbácea
- É uma planta herbácea.
- Trepadeira
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como trepadeira.
- Pendente
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como pendente.
- Rasteira
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como rasteira.
- Forração
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como forração.
- Palmeira
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como palmeira.
- Suculenta
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como suculenta.
- Cacto
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como cacto.
- Bulbosa
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como bulbosa.
- Rizomatosa
- Possui rizoma ou estrutura subterrânea semelhante.
- Aquática
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como aquática.
- Epífita
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como epífita.
- Carnívora
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como carnívora.
- Samambaia
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como samambaia.
- Orquídea
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como orquídea.
- Bromélia
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como bromélia.
- Frutífera
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como frutífera.
- Hortaliça
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como hortaliça.
- Erva aromática
- Não, Lírio-da-paz não é classificada como erva aromática.
Ciclo de vida
- Anual
- Não, é uma planta de vida longa.
- Bienal
- Não, não é bienal.
- Perene
- Sim, é perene.
- Semiperene
- Pode reduzir folhas sob estresse, mas normalmente é tratada como perene.
- Decídua
- Não é normalmente decídua.
- Semidecídua
- Normalmente mantém a folhagem, salvo estresse intenso.
- Sempre-verde
- Mantém folhas durante o ano em condições adequadas.
- Tempo médio de vida
- Muitos anos com manejo adequado
- Velocidade de crescimento
- Moderado
- Tempo para atingir o tamanho adulto
- 2 a 3 anos
- Tempo para começar a florescer
- 1 a 2 anos em boas condições
- Época de dormência
- Sem dormência obrigatória; crescimento desacelera no frio
- Perde folhas em alguma estação
- Não normalmente; folhas velhas caem de forma gradual.
- Comportamento durante o inverno
- Sem dormência obrigatória; crescimento desacelera no frio
Tamanho e crescimento
- Altura mínima
- 30 cm
- Altura máxima
- 90 cm
- Largura mínima
- 30 cm
- Largura máxima
- 80 cm
- Tamanho quando cultivada em vaso
- 30 a 70 cm de altura
- Tamanho quando plantada no solo
- Até cerca de 90 cm em clima favorável
- Diâmetro da copa
- Touceira de 30 a 80 cm
- Comprimento dos ramos
- Não forma ramos lenhosos
- Comprimento das raízes
- Raízes fibrosas e rizomas geralmente concentrados nos primeiros 20 a 35 cm
- Tamanho das folhas
- Folhas geralmente com 15 a 45 cm
- Tamanho das flores
- Espatas normalmente com 8 a 20 cm
- Tamanho dos frutos
- Bagas pequenas, raras em cultivo doméstico
- Porte pequeno, médio ou grande
- Pequeno a médio
- Crescimento vertical, lateral, pendente ou rasteiro
- Vertical em touceira
Folhas e folhagem
- Cor das folhas
- Verde-escuro
- Variações de cor
- Verde uniforme; cultivares podem variar em porte
- Formato das folhas
- Elíptica a lanceolada
- Textura
- Lisa e levemente coriácea
- Brilhante ou fosca
- Brilhante
- Lisa, rugosa ou aveludada
- Lisa
- Espessura
- Média
- Presença de espinhos
- Não possui espinhos.
- Presença de pelos
- Não possui pelos relevantes.
- Folhagem variegata
- A forma típica não é variegada; cultivares podem existir.
- Mudança de cor durante o ano
- Mantém a cor quando saudável
- Folhas aromáticas
- Não possuem aroma marcante.
- Folhas com seiva
- Possui seiva com cristais irritantes
- Folhas sensíveis ao toque
- Não apresentam resposta rápida ao toque.
- Folhas comestíveis
- Não são recomendadas para consumo.
- Folhas tóxicas
- São tóxicas ou irritantes.
Flores e floração
- Produz flores ou não
- Sim, produz flores.
- Cor das flores
- Espata branca a esverdeada e espádice creme
- Formato
- Inflorescência com espádice envolvido por espata
- Tamanho
- Espatas normalmente com 8 a 20 cm
- Aroma
- Discreto ou quase imperceptível
- Intensidade do perfume
- Baixo
- Época de floração
- Principalmente primavera e verão, podendo ocorrer em outras épocas
- Duração da floração
- Várias semanas
- Duração de cada flor
- A espata ornamental pode permanecer por 3 a 8 semanas
- Frequência de floração
- Uma ou mais florações por ano em boas condições
- Floresce uma ou várias vezes por ano
- Uma ou mais florações por ano em boas condições
- Floresce dentro de casa
- Sim, quando recebe luz e manejo adequados.
- Idade aproximada da primeira floração
- 1 a 2 anos em boas condições
- Necessita de polinização
- Polinização por pequenos insetos; não é necessária para ornamentação
- Polinizadores atraídos
- Pequenos insetos
- Flor comestível
- Não é recomendada para consumo.
- Flor tóxica
- Pode ser tóxica ou irritante.
- Como estimular a floração
- Oferecer luz indireta durante a maior parte do dia, temperatura de 18 °C a 28 °C e adubação equilibrada sem excesso de nitrogênio.
- Motivos para não florescer
- Pouca luz, planta jovem, frio, excesso de nitrogênio, raízes doentes ou estresse hídrico.
Frutos e sementes
- Produz frutos
- Sim, após polinização, embora possa ser raro em cultivo.
- Tipo de fruto
- Bagas agrupadas no espádice após polinização
- Cor do fruto
- Verde a amarelado quando maduro
- Tamanho
- Bagas pequenas, raras em cultivo doméstico
- Época de frutificação
- Após a floração e polinização
- Fruto comestível
- Não é recomendado para consumo.
- Fruto tóxico
- Pode ser tóxico ou irritante.
- Possui sementes
- Sim, quando ocorre frutificação.
- Quantidade aproximada de sementes
- Várias sementes pequenas por infrutescência
- Tempo para germinar
- Geralmente algumas semanas quando frescas e em calor úmido
- Necessidade de estratificação
- Não costuma exigir estratificação.
- Necessidade de escarificação
- Não costuma exigir escarificação.
- Viabilidade das sementes
- Curta; sementes frescas germinam melhor
- Atrai aves ou outros animais
- Pode atrair pequenos polinizadores, mas raramente frutifica dentro de casa
Clima ideal
- Clima tropical
- Sim, adapta-se ao clima tropical com manejo adequado.
- Subtropical
- Sim, adapta-se ao clima subtropical com manejo adequado.
- Equatorial
- Sim, adapta-se ao clima equatorial com manejo adequado.
- Mediterrâneo
- Não é o clima principal; exige proteção e ajustes em condições mediterrâneo.
- Temperado
- Não é o clima principal; exige proteção e ajustes em condições temperado.
- Semiárido
- Não é o clima principal; exige proteção e ajustes em condições semiárido.
- Clima ideal principal
- Tropical úmido a subtropical protegido
- Temperatura mínima
- Cerca de 15 °C para cultivo seguro; abaixo disso aumenta o risco de danos.
- Temperatura máxima
- Cerca de 30 °C com manejo adequado.
- Faixa ideal de temperatura
- 18 °C a 28 °C
- Tolerância ao calor
- Tolera calor moderado com umidade e sem sol forte
- Tolerância ao frio
- Sensível abaixo de 12 °C
- Tolerância à geada
- Não tolera geada.
- Tolerância à neve
- Não tolera neve.
- Tolerância a mudanças bruscas
- Não gosta de mudanças bruscas
- Umidade ideal do ar
- 50% a 70%
- Tolerância ao ar seco
- Tolera por períodos curtos, mas pode secar as pontas
- Tolerância ao vento
- Prefere local protegido de vento forte
- Tolerância à maresia
- Baixa tolerância à maresia direta
- Zona climática
- Áreas sem geada ou cultivo protegido
- Regiões brasileiras mais indicadas
- Melhor em regiões quentes e úmidas; no Sul precisa de proteção no inverno
Luz ideal
- Sol pleno
- Não é a condição indicada para Lírio-da-paz.
- Meia-sombra
- Sim, meia-sombra pode ser adequada.
- Sombra clara
- Sim, sombra clara pode ser adequada.
- Luz indireta forte
- Sim, luz indireta forte pode ser adequada.
- Luz indireta moderada
- Sim, luz indireta moderada pode ser adequada.
- Baixa luminosidade
- Não é a condição indicada para Lírio-da-paz.
- Quantidade ideal de horas de sol
- Luz indireta durante a maior parte do dia
- Sol da manhã
- Pode receber sol fraco da manhã após adaptação
- Sol da tarde
- Evitar sol forte da tarde
- Pode receber sol direto
- Apenas sol fraco e gradual
- Precisa de adaptação ao sol
- Sim, qualquer aumento de sol deve ser gradual.
- Tolera sombra
- Tolera sombra clara, mas floresce menos
- Sintomas de falta de luz
- Folhas menores, crescimento lento e pouca floração
- Sintomas de excesso de sol
- Manchas claras, bordas queimadas e murcha
- Melhor posição dentro de casa
- Próximo a janela clara, sem sol forte
- Distância ideal da janela
- Entre 0,5 e 2 m, conforme intensidade da janela
- Orientação da janela
- Leste ou norte com filtragem; oeste apenas com cortina
- Necessidade de luz artificial
- Pode complementar com luz de cultivo por 10 a 12 horas
Como regar
- Frequência média de rega
- Regar quando os 2 a 4 cm superficiais secarem
- Quantidade aproximada de água
- Molhar todo o substrato até escorrer pelos furos, descartando o excesso
- Como verificar se precisa regar
- Introduzir o dedo ou palito e regar quando a camada superficial estiver seca
- Profundidade de secagem antes da rega
- 2 a 4 cm
- Manter úmido ou deixar secar
- Manter levemente úmido, nunca encharcado
- Regar folhas ou apenas o substrato
- Preferir o substrato; folhas podem ser limpas sem permanecer molhadas à noite
- Melhor horário para regar
- Manhã
- Frequência no verão
- Geralmente 1 a 3 vezes por semana, conforme calor e vaso
- Frequência no inverno
- Reduzir e regar apenas após secagem superficial
- Frequência durante a floração
- Manter regularidade sem saturar
- Frequência durante a dormência
- Reduzir no frio
- Tolera falta de água
- Baixa a moderada; murcha rapidamente, mas pode recuperar
- Tolera excesso de água
- Baixa tolerância
- Sensibilidade ao encharcamento
- Alta sensibilidade
- Tipo de água ideal
- Água em temperatura ambiente, de preferência pouco mineralizada
- Tolera água com cloro
- Tolera água tratada, mas pontas podem reagir ao excesso de sais
- Tolera água dura
- Baixa a moderada tolerância
- Necessita de água da chuva ou filtrada
- Útil quando a água local é muito dura ou fluorada
- Sinais de pouca água
- Folhas caídas, bordas secas e substrato muito leve
- Sinais de excesso de água
- Amarelecimento, pecíolos moles, odor e raízes escuras
- Método de rega indicado
- Rega por cima lenta e uniforme
- Rega por cima
- Rega por cima lenta e uniforme
- Rega por baixo
- Pode ser usada ocasionalmente, drenando depois
- Imersão
- Somente para reidratar torrão muito seco
- Irrigação por gotejamento
- Possível com controle para não manter saturado
Umidade do ambiente
- Umidade relativa ideal
- 50% a 70%
- Necessita de borrifação
- Não é necessária; ventilação é mais importante
- Borrifar folhas é recomendado ou não
- Não é necessária; ventilação é mais importante
- Necessita de umidificador
- Útil em ambientes muito secos
- Pode usar bandeja com pedras
- Pode ajudar pouco, sem o vaso tocar a água
- Tolera banheiro
- Boa opção se houver luz e ventilação
- Tolera ar-condicionado
- Evitar jato direto
- Tolera aquecedor
- Evitar proximidade
- Tolera ambiente seco
- Moderada por pouco tempo
- Sinais de baixa umidade
- Pontas marrons e folhas enrolando
- Sinais de umidade excessiva
- Manchas e fungos quando falta ventilação
- Risco de fungos em alta umidade
- Moderado em folhas constantemente molhadas
Solo para cultivo
- Tipo de solo ideal
- Fértil, solto, rico em matéria orgânica e bem drenado
- Arenoso
- Solo arenoso não é a condição principal recomendada.
- Argiloso
- Solo argiloso não é a condição principal recomendada.
- Humoso
- Pode se adaptar a solo humoso quando a estrutura e a drenagem são adequadas.
- Calcário
- Solo calcário não é a condição principal recomendada.
- Ácido
- Pode se adaptar a solo ácido quando a estrutura e a drenagem são adequadas.
- Neutro
- Solo neutro não é a condição principal recomendada.
- Alcalino
- Solo alcalino não é a condição principal recomendada.
- Faixa ideal de pH
- 5,5 a 6,5
- Solo fértil ou pobre
- Moderadamente fértil
- Solo profundo ou superficial
- Superficial a médio
- Necessidade de drenagem
- Alta, mantendo alguma retenção
- Tolerância à compactação
- Baixa
- Tolerância ao solo úmido
- Tolera umidade regular, não saturação
- Tolerância ao solo seco
- Baixa tolerância prolongada
- Tolerância à salinidade
- Baixa
- Necessidade de matéria orgânica
- Alta
- Como preparar o local do plantio
- Incorporar composto e material estruturante, mantendo drenagem
Substrato para vasos
- Receita de substrato ideal
- 40% fibra de coco ou terra vegetal, 30% casca de pinus, 20% perlita e 10% húmus
- Percentual de terra vegetal
- 20%
- Percentual de matéria orgânica
- 20%
- Percentual de areia
- 0 a 10%
- Percentual de perlita
- 20%
- Percentual de casca de pinus
- 30%
- Percentual de fibra de coco
- 20%
- Percentual de carvão
- 0 a 10%
- Percentual de húmus
- 10%
- Granulometria
- Média
- Retenção de umidade
- Média a alta
- Nível de drenagem
- Alta, mantendo alguma retenção
- Nível de aeração
- Alta
- pH ideal
- 5,5 a 6,5
- Misturas que devem ser evitadas
- Terra argilosa pura, excesso de pó fino e mistura sem drenagem
- Substrato comercial indicado
- Substrato para plantas tropicais ou aráceas, enriquecido com perlita
- Frequência de renovação do substrato
- A cada 1 a 2 anos
Vaso ideal
- Pode ser cultivada em vaso
- Sim, adapta-se bem ao cultivo em vaso.
- Tamanho mínimo do vaso
- 15 a 20 cm para muda estabelecida
- Profundidade mínima
- 15 a 25 cm
- Largura mínima
- 15 a 25 cm
- Vaso alto ou raso
- Proporcional, ligeiramente mais largo que o torrão
- Material mais indicado
- Barro, plástico ou cerâmica com furos
- Barro
- Bom, exige regas mais frequentes
- Plástico
- Bom e mantém umidade por mais tempo
- Cerâmica
- Bom quando possui drenagem
- Cimento
- Possível, desde que não seja grande demais
- Autoirrigável
- Pode funcionar com substrato aerado e reservatório controlado
- Necessidade de furos
- Obrigatórios; vários furos livres
- Quantidade de furos
- Vários furos livres, distribuídos pela base.
- Necessidade de camada de drenagem
- Não substitui substrato drenante; tela sobre os furos é suficiente
- Necessidade de prato
- Pode usar para proteger o móvel, sempre vazio
- Pode deixar água no prato
- Não; descarte toda a água após a rega.
- Precisa de tutor
- Não precisa de tutor em condições normais.
- Precisa de suporte para trepar
- Não precisa de suporte para trepar.
- Quando trocar de vaso
- Raízes ocupando o vaso, secagem muito rápida ou touceira apertada
- Tamanho do novo vaso
- Apenas 2 a 5 cm mais largo
- Pode ficar com raízes apertadas
- Tolera leve aperto
- Risco de vaso grande demais
- Aumenta o risco de encharcamento
Raízes
- Tipo de raiz
- Fibrosa com rizoma curto
- Raiz profunda ou superficial
- Superficial a média
- Raízes agressivas
- Não são consideradas agressivas para estruturas.
- Raízes delicadas
- São delicadas e devem ser manuseadas com cuidado.
- Raízes aéreas
- Não possui raízes aéreas relevantes.
- Raiz tuberosa
- Não possui raiz tuberosa verdadeira.
- Rizoma
- Possui rizoma.
- Bulbo
- Não possui bulbo.
- Estolões
- Não produz estolões típicos.
- Sensibilidade ao transplante
- Moderadamente sensível quando raízes são muito mexidas
- Risco de quebrar calçadas
- Baixo; o porte radicular não costuma quebrar calçadas.
- Risco para tubulações
- Baixo em cultivo ornamental comum.
- Espaço mínimo para plantio
- 40 a 60 cm
- Pode ser cultivada perto de muros
- Pode ser cultivada próxima a muros sem risco estrutural
- Sinais de raízes apodrecidas
- Raízes escuras, moles, com mau cheiro e fácil desprendimento.
- Sinais de raízes apertadas
- Raízes circulando o vaso, deformação, secagem rápida e crescimento parado.
Adubação
- Necessidade de adubação
- Moderada
- Frequência
- A cada 30 a 45 dias na primavera e verão, em dose reduzida
- Melhor época
- Primavera e verão
- Adubo orgânico indicado
- Húmus, composto bem curtido ou bokashi em pouca quantidade
- Adubo mineral indicado
- Fertilizante equilibrado para folhagens ou floração
- Formulação NPK
- Formulação equilibrada, como 10-10-10, em dose baixa
- Adubo para crescimento
- Equilibrado com micronutrientes
- Adubo para floração
- Equilibrado, sem excesso de nitrogênio
- Adubo para frutificação
- Não é objetivo comum no cultivo ornamental
- Quantidade recomendada
- Usar metade da dose do fabricante em substrato previamente úmido
- Adubação líquida ou sólida
- Líquida diluída ou liberação lenta
- Adubação foliar
- Dispensável; pode manchar folhas
- Húmus de minhoca
- Indicado em camada fina
- Bokashi
- Indicado em dose pequena
- Esterco curtido
- Somente bem curtido e em pequena proporção
- Farinha de ossos
- Pouco necessária; excesso pode desequilibrar o substrato
- Torta de mamona
- Evitar em casas com pets e crianças
- Osmocote ou adubo de liberação lenta
- Boa opção em dose moderada
- Quando suspender a adubação
- Suspender no frio, após replantio ou quando a planta estiver doente
- Sensibilidade ao excesso de adubo
- Moderada a alta
- Sinais de falta de nutrientes
- Folhas pálidas, crescimento lento e pouca floração
- Sinais de excesso de nutrientes
- Pontas queimadas, crosta de sais e raízes danificadas
Como plantar
- Melhor época para plantar
- Primavera ou início do período quente
- Plantio em vaso
- Usar vaso com furos e 40% fibra de coco ou terra vegetal, 30% casca de pinus, 20% perlita e 10% húmus.
- Plantio no jardim
- Escolher local com luz indireta durante a maior parte do dia e solo fértil, solto, rico em matéria orgânica e bem drenado.
- Profundidade de plantio
- Manter o colo no mesmo nível do substrato
- Distância entre mudas
- 40 a 60 cm
- Espaçamento recomendado
- 40 a 60 cm
- Preparo da cova
- Incorporar composto e material estruturante, mantendo drenagem
- Necessidade de tutor
- Não é necessário na maioria dos casos.
- Necessidade de cobertura morta
- Útil no jardim, sem encostar no colo
- Cuidados nos primeiros dias
- Manter em luz adequada, proteger de extremos e controlar a umidade sem encharcar.
- Tempo de adaptação
- 2 a 6 semanas
- Pode ser transplantada
- Sim, com cuidado para preservar raízes.
- Melhor horário para plantar
- Fim da tarde ou manhã fresca.
- Cuidados depois do transplante
- Evitar adubo imediato, sol excessivo e rega em excesso.
Replantio e transplante
- Frequência de replantio
- A cada 1 a 2 anos ou quando necessário
- Melhor época para replantar
- Primavera ou início do período quente
- Sinais de que precisa trocar de vaso
- Raízes ocupando o vaso, secagem muito rápida ou touceira apertada
- Como retirar do vaso
- Regar levemente no dia anterior, apoiar o torrão e retirar sem puxar pelas folhas.
- Pode cortar raízes
- Somente raízes mortas ou danificadas
- Quanto aumentar o tamanho do vaso
- 2 a 5 cm de diâmetro
- Cuidados depois da troca
- Manter em local protegido, regar com moderação e observar sinais de apodrecimento.
- Tempo sem adubar após o replantio
- Aguardar 3 a 4 semanas
- Tempo sem sol direto
- Evitar sol direto por 1 a 2 semanas
- Risco de choque de transplante
- Moderado
- Como recuperar após o transplante
- Estabilizar luz e temperatura, evitar excesso de água e remover apenas partes realmente mortas.
Poda
- Precisa de poda
- Apenas limpeza e controle da touceira
- Tipo de poda
- Limpeza
- Poda de limpeza
- Folhas amarelas, flores secas e pecíolos danificados
- Poda de formação
- Não ramifica como arbusto; multiplica por divisão
- Poda de manutenção
- Dividir a touceira e remover folhas velhas
- Poda de floração
- Remover flores ou hastes secas quando não houver interesse em sementes.
- Poda de rejuvenescimento
- Pode ser feita gradualmente em plantas adultas, sem remover toda a folhagem de uma vez.
- Melhor época
- Qualquer época, preferindo períodos quentes
- Partes que podem ser removidas
- Folhas amarelas, flores secas e pecíolos danificados
- Partes que não devem ser cortadas
- Centro da touceira e folhas saudáveis sem necessidade
- Altura segura para corte
- Cortar pecíolos rente à base sem ferir o rizoma
- Pode cortar folhas amarelas
- Sim, cortar com ferramenta limpa junto à base ou ao ponto saudável.
- Pode remover flores secas
- Sim, isso melhora a aparência e reduz gasto de energia.
- Necessita de ferramenta esterilizada
- Sim, limpar a lâmina antes e depois.
- Seiva irritante durante a poda
- Sim; usar luvas e evitar olhos e boca.
- Como estimular ramificações
- Não ramifica como arbusto; multiplica por divisão
- Como controlar o tamanho
- Dividir a touceira e remover folhas velhas
Como fazer mudas
- Sementes
- Sim, sementes pode ser utilizada.
- Estacas de caule
- Não é um método indicado para Lírio-da-paz.
- Estacas de folhas
- Não é um método indicado para Lírio-da-paz.
- Divisão de touceira
- Sim, divisão de touceira pode ser utilizada.
- Separação de brotos
- Sim, separação de brotos pode ser utilizada.
- Rizomas
- Sim, rizomas pode ser utilizada.
- Bulbos
- Não é um método indicado para Lírio-da-paz.
- Filhotes
- Sim, filhotes pode ser utilizada.
- Alporquia
- Não é um método indicado para Lírio-da-paz.
- Mergulhia
- Não é um método indicado para Lírio-da-paz.
- Enxertia
- Não é um método indicado para Lírio-da-paz.
- Propagação na água
- Não é um método indicado para Lírio-da-paz.
- Propagação no substrato
- Sim, propagação no substrato pode ser utilizada.
- Melhor época
- Primavera ou início do período quente
- Tempo médio para enraizar
- 2 a 6 semanas para retomar crescimento
- Temperatura ideal
- 20 °C a 28 °C
- Necessidade de hormônio enraizador
- Não é necessário
- Taxa de dificuldade
- Fácil por divisão
- Passo a passo resumido
- Retirar do vaso, separar segmentos com raízes e folhas, plantar em substrato úmido e aerado
- Quando transferir a muda
- Imediatamente após a divisão, mantendo sombra clara
- Tempo até virar planta adulta
- 1 a 2 anos
Pragas
- Cochonilha
- Pode ocorrer, especialmente em plantas estressadas ou agrupadas.
- Pulgão
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Ácaro
- Pode ocorrer, especialmente em plantas estressadas ou agrupadas.
- Tripes
- Pode ocorrer, especialmente em plantas estressadas ou agrupadas.
- Mosca-branca
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Lesma
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Caracol
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Lagarta
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Formiga
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Fungus gnat
- Pode ocorrer, especialmente em plantas estressadas ou agrupadas.
- Nematóide
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Broca
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Pragas mais comuns da espécie
- Cochonilhas, ácaros, tripes e fungus gnats
- Partes atacadas
- Folhas, brotos, pecíolos, caules e raízes, conforme a praga.
- Sintomas
- Pontuações, manchas, teias, melada, deformação, perda de vigor ou insetos visíveis.
- Como confirmar a infestação
- Examinar frente e verso das folhas, axilas, base e substrato com boa luz.
- Tratamento caseiro seguro
- Isolar, remover manualmente e lavar; sabão inseticida próprio pode ser usado conforme rótulo.
- Tratamento biológico
- Óleo hortícola ou agentes biológicos registrados, respeitando a espécie e o rótulo.
- Tratamento químico
- Somente produto registrado para a praga e cultura ornamental, seguindo rótulo e segurança.
- Como prevenir
- Quarentena de plantas novas, ventilação, limpeza e inspeção frequente.
- Frequência de inspeção
- Semanal; duas vezes por semana durante surtos.
Doenças
- Podridão de raízes
- É um problema relevante, principalmente com excesso de água ou pouca ventilação.
- Fungos nas folhas
- É um problema relevante, principalmente com excesso de água ou pouca ventilação.
- Oídio
- Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
- Ferrugem
- Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
- Antracnose
- Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
- Mancha foliar
- É um problema relevante, principalmente com excesso de água ou pouca ventilação.
- Míldio
- Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
- Bacteriose
- Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
- Vírus
- Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
- Podridão do caule
- É um problema relevante, principalmente com excesso de água ou pouca ventilação.
- Doenças mais comuns
- Podridão de raízes e manchas foliares por excesso de umidade
- Sintomas
- Manchas, amarelecimento, tecidos moles, odor, queda de folhas e crescimento parado.
- Causa provável
- Excesso de água, substrato contaminado, pouca ventilação, frio ou ferimentos.
- Forma de transmissão
- Água, ferramentas, substrato, insetos ou contato com plantas contaminadas.
- Tratamento
- Corrigir manejo, remover partes doentes e aplicar produto registrado apenas quando necessário.
- Partes que precisam ser removidas
- Tecidos moles, pretos ou com lesões em expansão, cortados até tecido saudável.
- Necessidade de isolamento
- Sim, quando houver suspeita de praga, bactéria, vírus ou fungo contagioso.
- Prevenção
- Substrato drenante, ferramenta limpa, ventilação e rega no momento correto.
- Possibilidade de recuperação
- Boa quando o problema é identificado cedo e ainda existem raízes ou caules saudáveis.
Diagnóstico pelas folhas
- Folhas amarelas
- Excesso de água, envelhecimento natural, frio ou deficiência nutricional.
- Pontas secas
- Ar seco, sais na água, rega irregular ou excesso de adubo; pontas marrons e folhas enrolando.
- Bordas queimadas
- Sol forte, adubo concentrado, água salina ou baixa umidade.
- Folhas enroladas
- Sede, calor, baixa umidade, frio ou pragas.
- Folhas murchas
- Substrato seco, raízes sem oxigênio ou choque térmico.
- Folhas caindo
- Estresse hídrico, frio, mudança de local ou raízes danificadas.
- Folhas transparentes
- Excesso de água, frio ou ruptura celular.
- Folhas escurecidas
- Podridão, frio, queimadura ou tecido envelhecido.
- Folhas com manchas
- Fungo, bactéria, praga, gota fria, sol ou contato com produto.
- Folhas pequenas
- Pouca luz, pouca nutrição ou vaso muito apertado; folhas menores, crescimento lento e pouca floração.
- Folhas desbotadas
- Excesso de sol, deficiência ou envelhecimento.
- Folhas rasgadas
- Dano mecânico, vento, transporte ou baixa umidade durante abertura.
- Crescimento deformado
- Pragas sugadoras, dano no broto, excesso de sais ou estresse.
- Perda da variegação
- Pouca luz, reversão genética ou brotos inteiramente verdes.
- Causa provável
- Comparar umidade do substrato, raízes, luz, temperatura e presença de pragas antes de tratar.
- Como diferenciar falta e excesso de água
- Na falta, o substrato está seco e leve; no excesso, permanece úmido, pesado e pode ter odor.
- Solução recomendada
- Ajustar rega para: regar quando os 2 a 4 cm superficiais secarem; manter luz indireta durante a maior parte do dia e verificar raízes.
- Tempo esperado de recuperação
- De 2 a 8 semanas após corrigir a causa; folhas danificadas não voltam ao normal.
Problemas e diagnóstico
- Planta não cresce
- Verificar luz, temperatura, raízes e nutrientes; o crescimento natural é moderado.
- Planta cresce estiolada
- Falta de luz; oferecer gradualmente luz indireta durante a maior parte do dia.
- Planta inclina para um lado
- Crescimento em direção à luz; girar o vaso periodicamente e melhorar a iluminação.
- Planta não floresce
- Pode ser jovem, receber pouca luz ou adubo inadequado; a primeira floração ocorre em 1 a 2 anos em boas condições.
- Botões caem antes de abrir
- Oscilação de água, frio, calor, pragas ou mudança brusca.
- Flores duram pouco
- Calor intenso, sol excessivo, ar seco ou fim natural da floração.
- Caule mole
- Alerta para excesso de água e podridão; verificar imediatamente.
- Caule escuro
- Pode indicar necrose, frio ou podridão.
- Raízes pretas
- Provável podridão por falta de oxigênio.
- Mau cheiro no substrato
- Indica decomposição anaeróbia ou raízes apodrecidas.
- Presença de mofo
- Excesso de umidade, matéria orgânica em decomposição e pouca ventilação.
- Planta caiu ou tombou
- Vaso leve, raízes danificadas, crescimento desequilibrado ou tutor insuficiente.
- Planta está perdendo folhas
- Analisar frio, sede, encharcamento, mudança de local e pragas.
- Plano de recuperação
- Isolar, verificar raízes, cortar podridão, replantar em substrato adequado e estabilizar luz e temperatura.
- Grau de urgência
- Alto se houver tecido mole, odor ou raízes pretas; moderado em sintomas secos e estáveis.
- Chance de recuperação
- Boa enquanto houver tecido firme e raízes saudáveis.
Cultivo dentro de casa
- Indicada para ambientes internos
- Sim, desde que a necessidade de luz seja atendida.
- Nível de dificuldade dentro de casa
- Fácil a intermediária
- Local ideal
- Próximo a janela clara, sem sol forte
- Sala
- Pode ficar em sala, desde que receba luz indireta durante a maior parte do dia e ventilação.
- Quarto
- Pode ficar em quarto somente com acesso restrito, boa luz e manejo adequado.
- Cozinha
- Pode ficar em cozinha, desde que receba luz indireta durante a maior parte do dia e ventilação.
- Banheiro
- Pode ficar em banheiro, desde que receba luz indireta durante a maior parte do dia e ventilação.
- Escritório
- Pode ficar em escritório, desde que receba luz indireta durante a maior parte do dia e ventilação.
- Varanda fechada
- Pode ficar em varanda fechada, desde que receba luz indireta durante a maior parte do dia e ventilação.
- Distância da janela
- Entre 0,5 e 2 m, conforme intensidade da janela
- Necessidade de ventilação
- Boa circulação de ar, sem corrente fria ou vento forte.
- Tolera ar-condicionado
- Evitar jato direto
- Tolera baixa luz
- Tolera luminosidade reduzida, com crescimento mais lento
- Necessita de rotação do vaso
- Girar um quarto de volta a cada 1 ou 2 semanas ajuda no crescimento uniforme.
- Pode ficar perto de eletrônicos
- Sim, sem bloquear ventilação e longe de calor direto ou água derramada.
- Pode ficar em quarto de criança
- Somente fora do alcance.
- Suja muito o ambiente
- Não; exige apenas retirada de folhas ou flores velhas.
- Solta folhas, flores ou frutos
- Pode soltar partes velhas de forma gradual.
- Possui cheiro forte
- Sem perfume marcante
Cultivo no jardim
- Indicada para jardim
- Boa para jardins de sombra sem geada
- Solitária ou em grupo
- Pode ser usada isolada ou em grupos, conforme porte.
- Forração
- Não é a principal indicação como forração.
- Cerca-viva
- Não é indicada como cerca-viva formal.
- Maciço
- Pode formar maciços ornamentais em clima adequado.
- Canteiro
- Pode ser cultivada em canteiro com solo e luz corretos.
- Jardim tropical
- Muito adequada.
- Jardim seco
- Não é indicada para jardim seco sem irrigação.
- Jardim de sombra
- Adequada.
- Jardim vertical
- Não é a principal opção.
- Jardim de inverno
- Adequada com luz e temperatura corretas.
- Jardim de pedras
- Não é indicada para local muito seco.
- Margem de lago
- Pode ficar próxima, sem raízes encharcadas.
- Espaçamento
- 40 a 60 cm
- Combinações com outras plantas
- Antúrio, aglaonema e outras aráceas de sombra
- Resistência à chuva
- Tolera chuva se o solo drenar rapidamente.
- Resistência ao vento
- Prefere local protegido de vento forte
- Resistência à geada
- Não tolera geada.
- Necessidade de manutenção
- Fácil a intermediária; inspeção semanal e manejo conforme estação.
Toxicidade e segurança
- Tóxica para humanos
- Sim. Tóxica por cristais de oxalato de cálcio
- Tóxica para cães
- Sim. Tóxica por cristais de oxalato de cálcio
- Tóxica para gatos
- Sim. Tóxica por cristais de oxalato de cálcio
- Tóxica para aves
- Cautela; não oferecer para ingestão
- Tóxica para cavalos
- Evitar ingestão
- Parte tóxica da planta
- Todas as partes, especialmente folhas e seiva
- Folha
- Tóxica ou irritante.
- Flor
- Tóxica ou irritante.
- Fruto
- Tóxico ou não comestível.
- Semente
- Não oferecer para ingestão.
- Caule
- Pode conter seiva tóxica ou irritante.
- Seiva
- Possui seiva com cristais irritantes
- Raiz
- Não destinada ao consumo; pode conter os mesmos compostos da planta.
- Gravidade da toxicidade
- Moderada por irritação oral e gastrointestinal
- Sintomas de contato
- Irritação de pele e olhos em pessoas sensíveis
- Sintomas de ingestão
- Dor e ardor oral, salivação, vômito e dificuldade para engolir
- Irrita a pele
- Pode irritar; usar luvas.
- Irrita os olhos
- A seiva pode irritar; enxaguar imediatamente.
- Possui espinhos
- Não possui espinhos.
- Pode causar alergia
- Pode causar irritação ou reação em pessoas sensíveis
- Segura para crianças
- Não; manter fora do alcance.
- Segura para pets
- Não; manter fora do alcance.
- Cuidados no manuseio
- Usar luvas em poda, lavar mãos e manter partes cortadas longe de crianças e animais.
Uso alimentar
- Planta comestível
- Não é planta alimentícia e não deve ser ingerida.
- Partes comestíveis
- Nenhuma parte é recomendada para consumo.
- Forma de consumo
- Não se aplica.
- Crua ou cozida
- Não consumir.
- Necessita de preparo específico
- Não se aplica; não consumir.
- Possui partes tóxicas
- Tóxica por cristais de oxalato de cálcio
- Sabor
- Não provar.
- Aroma
- Sem perfume marcante
- Uso culinário
- Não possui uso culinário doméstico seguro.
- Valor nutricional geral
- Não se aplica ao cultivo ornamental.
- Restrições de consumo
- Não ingerir sem identificação botânica e fonte alimentar confiável.
- Quantidade segura
- Não há quantidade doméstica segura estabelecida.
- Não confundir com espécies tóxicas
- Confirmar o nome científico antes de qualquer uso; nomes populares podem se repetir.
Uso medicinal e tradicional
- Uso tradicional
- Há registros tradicionais, mas o uso doméstico não é recomendado devido à toxicidade
- Parte utilizada
- Não recomendar nenhuma parte para automedicação.
- Forma de preparo
- Não preparar remédios caseiros sem orientação profissional.
- Chá
- Não recomendado.
- Infusão
- Não recomendada.
- Decocção
- Não recomendada.
- Uso tópico
- Não recomendado sem avaliação de segurança.
- Compostos conhecidos
- Tóxica por cristais de oxalato de cálcio
- Evidência científica disponível
- Limitada ou insuficiente para recomendar uso doméstico seguro.
- Benefícios estudados
- Dados botânicos ou farmacológicos não equivalem a eficácia clínica comprovada.
- Riscos
- Dor e ardor oral, salivação, vômito e dificuldade para engolir
- Contraindicações
- Evitar em crianças, gestantes, lactantes, pets e pessoas sensíveis sem orientação médica.
- Interações com medicamentos
- Não estão adequadamente estabelecidas; não combinar por conta própria.
- Uso durante gravidez
- Não recomendado.
- Uso durante amamentação
- Não recomendado.
- Uso infantil
- Não recomendado.
- Alerta de que não substitui tratamento médico
- Não substitui diagnóstico, tratamento ou acompanhamento profissional.
Perfume e características
- Possui perfume
- Sem perfume marcante
- Parte perfumada
- Flores, quando apresentam aroma.
- Tipo de aroma
- Discreto ou quase imperceptível
- Intensidade
- Baixo
- Horário em que exala mais perfume
- Pode variar; flores noturnas tendem a intensificar o aroma no fim do dia.
- Perfume durante a floração
- Discreto ou quase imperceptível
- Aroma das folhas quando amassadas
- Não é recomendado amassar folhas para testar aroma.
- Pode causar incômodo em ambiente fechado
- Baixo na maioria dos casos; pessoas sensíveis devem observar reações.
- Atrai insetos por causa do aroma
- Pequenos insetos
Relação com a natureza
- Atrai abelhas
- Pode atrair quando floresce ao ar livre.
- Atrai borboletas
- Pode atrair ocasionalmente, dependendo das flores e região.
- Atrai beija-flores
- Não é uma das principais plantas para beija-flores.
- Atrai pássaros
- Pode oferecer abrigo; frutos raros podem atrair fauna.
- Atrai morcegos
- Não é uma atração principal.
- Atrai insetos benéficos
- Pequenos insetos
- Planta hospedeira de lagartas
- Não é amplamente conhecida como hospedeira principal.
- Oferece alimento para animais
- Pode contribuir com cobertura e pequenos polinizadores em cultivo externo
- Oferece abrigo
- Folhagem pode oferecer abrigo a pequenos animais em jardins.
- Ajuda na biodiversidade
- Pode contribuir em jardins diversificados, preferindo espécies nativas locais.
- Pode prejudicar espécies nativas
- Baixo em cultivo doméstico; descarte responsável é recomendado
- Polinização pelo vento
- Não é o principal mecanismo.
- Polinização por animais
- Polinização por pequenos insetos; não é necessária para ornamentação
Dificuldade de cultivo
- Muito fácil
- Não é classificada principalmente como muito fácil.
- Fácil
- Sim, o nível pode ser considerado fácil.
- Intermediária
- Sim, o nível pode ser considerado intermediária.
- Difícil
- Não é classificada principalmente como difícil.
- Especialista
- Não é classificada principalmente como especialista.
- Tolerância a erros
- Moderada; erros repetidos causam danos.
- Necessidade de atenção
- Moderada, com observação de luz e umidade.
- Frequência de manutenção
- Inspeção semanal e cuidados conforme secagem e crescimento.
- Indicada para iniciantes
- Sim.
- Principal erro de quem cultiva
- Encharcar o substrato ou manter em local escuro
- Principal segredo para ter sucesso
- Luz indireta forte, umidade regular e excelente drenagem
- Tempo semanal aproximado de cuidado
- Cerca de 10 a 20 minutos por semana
Calendário de cuidados
- Rega
- Ano todo conforme secagem; aumentar no calor ativo e reduzir no frio.
- Adubação
- Primavera e verão; suspender ou reduzir no período frio.
- Poda
- Qualquer época, preferindo períodos quentes
- Plantio
- Primavera ou início do período quente
- Replantio
- Primavera ou início do período quente
- Propagação
- Primavera ou início do período quente
- Floração
- Principalmente primavera e verão, podendo ocorrer em outras épocas
- Frutificação
- Após a floração e polinização
- Dormência
- Sem dormência obrigatória; crescimento desacelera no frio
- Proteção contra frio
- Proteger quando a temperatura se aproximar de 15 °C.
- Proteção contra calor
- Tolera calor moderado com umidade e sem sol forte
- Controle de pragas
- Inspeção semanal durante todo o ano, intensificando no calor e tempo seco.
- Mudança de local
- Fazer gradualmente, preferindo primavera ou período de temperatura estável.
Pode ou não pode?
- Pode ficar no sol?
- Apenas sol fraco e gradual
- Pode ficar na sombra?
- Tolera sombra clara, mas floresce menos
- Pode ficar dentro de casa?
- Sim, se receber a luz necessária.
- Pode ficar no quarto?
- Sim, mas fora do alcance.
- Pode ficar no banheiro?
- Boa opção se houver luz e ventilação
- Pode ficar na varanda?
- Sim, desde que luz, chuva, vento e frio estejam dentro da tolerância.
- Pode pegar chuva?
- Sim, quando o substrato drena rápido e não permanece saturado.
- Pode pegar vento?
- Prefere local protegido de vento forte
- Pode receber borrifação?
- Não é necessária; ventilação é mais importante
- Pode usar prato embaixo?
- Sim para proteger a superfície, mas deve permanecer vazio.
- Pode ficar perto de pets?
- Não, mantenha fora do alcance.
- Pode ser cultivada em água?
- Não é indicada para cultivo permanente em água.
- Pode ser cultivada em vaso?
- Sim.
- Pode ser plantada no chão?
- Sim, se o clima, luz e solo forem adequados.
- Pode podar?
- Apenas limpeza e controle da touceira
- Pode cortar raízes?
- Somente raízes mortas ou danificadas
- Pode usar borra de café?
- Não diretamente; pode compactar e acidificar de forma imprevisível.
- Pode usar casca de ovo?
- Não como correção imediata; compostada e triturada tem efeito lento e incerto.
- Pode usar adubo químico?
- Sim, em dose adequada e com substrato úmido.
Cuidados rápidos
- Luz ideal
- Luz indireta durante a maior parte do dia
- Rega
- Regar quando os 2 a 4 cm superficiais secarem
- Umidade
- 50% a 70%
- Temperatura
- 18 °C a 28 °C
- Substrato
- 40% fibra de coco ou terra vegetal, 30% casca de pinus, 20% perlita e 10% húmus
- Adubação
- A cada 30 a 45 dias na primavera e verão, em dose reduzida
- Dificuldade
- Fácil a intermediária
- Toxicidade
- Tóxica por cristais de oxalato de cálcio
- Tamanho adulto
- 30 cm a 90 cm, conforme ambiente.
- Crescimento
- Moderado
- Floração
- Principalmente primavera e verão, podendo ocorrer em outras épocas
- Ambiente ideal
- Próximo a janela clara, sem sol forte
Erros comuns
- Regar por calendário
- Erro: a rega deve seguir a secagem real do substrato.
- Usar vaso sem furos
- Erro grave: aumenta muito o risco de podridão.
- Deixar água no prato
- Erro: esvaziar após cada rega.
- Colocar diretamente no sol
- Erro quando não há adaptação; aumentar a exposição gradualmente.
- Cultivar em local escuro
- Erro: tolerar pouca luz não significa viver sem luz.
- Borrifar uma planta que não gosta
- Observar a espécie; para Lírio-da-paz, não é necessária; ventilação é mais importante.
- Usar substrato compacto
- Erro: usar 40% fibra de coco ou terra vegetal, 30% casca de pinus, 20% perlita e 10% húmus.
- Adubar planta doente
- Erro: primeiro corrigir raízes, água, luz e pragas.
- Trocar de vaso com frequência
- Erro: replantar apenas quando necessário.
- Usar vaso muito grande
- Aumenta o risco de encharcamento
- Não observar pragas
- Erro: examinar folhas, axilas e substrato semanalmente.
- Confundir dormência com morte
- Atenção: sem dormência obrigatória; crescimento desacelera no frio.
Curiosidades
- Significado do nome científico
- O nome combina termos gregos relacionados a espata e folha.
- História da descoberta
- A espécie foi descrita cientificamente e hoje é aceita como Spathiphyllum wallisii Regel.
- Significado cultural
- É valorizada como ornamental e pode ter significados populares que variam por região.
- Simbolismo
- O simbolismo depende da cultura e não representa uma propriedade botânica.
- Uso religioso ou tradicional
- Existem usos culturais locais; eles não comprovam segurança medicinal ou alimentar.
- Recordes de tamanho
- No habitat ou no solo pode atingir 90 cm.
- Comportamentos curiosos
- Apresenta crescimento vertical em touceira e adaptações ao seu habitat natural.
- Mudanças ao longo do dia
- Folhas e flores podem alterar posição conforme luz, temperatura e água.
- Origem do nome popular
- O nome “Lírio-da-paz” surgiu pela aparência ou pelo uso cultural e pode variar regionalmente.
- Variedades famosas
- Existem cultivares selecionadas por cor, porte, folhagem ou floração.
- Curiosidades sobre flores, folhas ou frutos
- Inflorescência com espádice envolvido por espata e elíptica a lanceolada são características marcantes.
Plantas parecidas
- Parecida com quais plantas
- Antúrio, aglaonema e outras aráceas de sombra
- Como diferenciar de espécies semelhantes
- Confirmar elíptica a lanceolada, hábito vertical em touceira, raízes e inflorescência.
- Planta frequentemente confundida
- Antúrio, aglaonema e outras aráceas de sombra
- Diferença entre variedades
- Variedades podem mudar cor, tamanho, forma da folha e intensidade de crescimento.
- Qual variedade cresce mais
- Cultivares verdes e vigorosos costumam crescer mais que formas muito variegadas.
- Qual floresce mais
- Depende da cultivar, maturidade, luz, temperatura e adubação equilibrada.
- Qual é mais resistente
- Formas verdes geralmente toleram melhor variações que cultivares muito variegadas.
- Qual é mais adequada para interiores
- Cultivares compactas e adaptadas à luz indireta são mais práticas.
Dados e confiabilidade
- Data da última atualização
- 31 de julho de 2026
- Fonte das informações
- Kew Plants of the World Online; extensões universitárias de horticultura; literatura técnica de cultivo de aráceas
- Autor ou revisor
- Conteúdo técnico estruturado para o Super Guia das Plantas; recomenda-se revisão botânica antes da publicação em massa.
- Nível de confiança da informação
- Alta para taxonomia e origem; moderada a alta para manejo, que varia com ambiente
- Informações baseadas em experiência prática
- Frequências de rega, adubação e manutenção são referências práticas e devem ser ajustadas ao ambiente.
- Informações baseadas em literatura científica
- Taxonomia, distribuição nativa e hábito foram priorizados a partir de bases botânicas.
- Nome científico aceito atualmente
- Spathiphyllum wallisii Regel
- Sinônimos botânicos
- Sem sinônimo botânico principal amplamente usado no comércio
- Identificador em base botânica
- Urn:lsid:ipni.org:names:89011-1
- Região usada como referência para os cuidados
- Brasil, com atenção especial a cultivo doméstico e diferenças entre regiões.
- Observação de que o cultivo muda conforme o clima
- Rega, luz, crescimento e floração variam com temperatura, umidade, estação, vaso e microclima.