Guia completo com informações sobre características, cultivo e necessidades de Rosa-do-deserto.
- Nome científico
- Adenium obesum (Forssk.) Roem. & Schult.
- Categoria
- Arbusto semissuculento ornamental
- Outros nomes
- Adenium, Lírio-impala, Rosa-do-deserto-africana
Conheça a planta
- Nome popular principal
- Rosa-do-deserto
- Outros nomes populares
- Adenium | Lírio-impala | Rosa-do-deserto-africana
- Nome científico
- Adenium obesum (Forssk.) Roem. & Schult.
- Família botânica
- Apocynaceae
- Gênero
- Adenium
- Espécie
- Adenium obesum
- Cultivar ou variedade
- A ficha descreve a espécie; cultivares podem alterar cor, porte e floração.
- Descrição curta
- Arbusto semissuculento ornamental de vertical e ramificado, com caudex, valorizada pela folhagem e pelo uso ornamental.
- Característica mais marcante
- Verde médio a escuro e vertical e ramificado, com caudex.
- Nível de popularidade
- Muito popular no paisagismo e no cultivo doméstico.
- Planta rara ou comum
- Comum no comércio de plantas ornamentais.
Origem e habitat natural
- País ou região de origem
- África tropical ocidental à Península Arábica e Tanzânia
- Continente
- África e Ásia
- Bioma natural
- Deserto e arbustal seco
- Tipo de habitat
- Savanas secas, áreas rochosas e regiões semiáridas
- Floresta, campo, deserto, montanha, brejo etc.
- Savanas secas, áreas rochosas e regiões semiáridas
- Altitude onde ocorre
- Do nível do mar a áreas elevadas secas, conforme população
- Clima de origem
- Tropical seco e semiárido
- Umidade do habitat
- 30% a 60%
- Tipo de solo natural
- Arenoso, mineral e extremamente drenante
- Planta nativa ou exótica no Brasil
- Exótica cultivada no Brasil
- Distribuição geográfica
- Nativa de ampla faixa da África tropical seca e Península Arábica
- Espécie ameaçada ou protegida
- Classificada como pouco preocupante em avaliação citada pelo Kew/IUCN
- Potencial invasor
- Baixo em cultivo; sementes podem dispersar localmente
Tipo da planta
- Árvore
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como árvore.
- Arbusto
- É um arbusto com estrutura ramificada.
- Subarbusto
- Pode ser classificada como subarbusto.
- Herbácea
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como herbácea.
- Trepadeira
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como trepadeira.
- Pendente
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como pendente.
- Rasteira
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como rasteira.
- Forração
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como forração.
- Palmeira
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como palmeira.
- Suculenta
- Possui tecidos de reserva e comportamento suculento.
- Cacto
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como cacto.
- Bulbosa
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como bulbosa.
- Rizomatosa
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como rizomatosa.
- Aquática
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como aquática.
- Epífita
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como epífita.
- Carnívora
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como carnívora.
- Samambaia
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como samambaia.
- Orquídea
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como orquídea.
- Bromélia
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como bromélia.
- Frutífera
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como frutífera.
- Hortaliça
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como hortaliça.
- Erva aromática
- Não, Rosa-do-deserto não é classificada como erva aromática.
Ciclo de vida
- Anual
- Não, é uma planta de vida longa.
- Bienal
- Não, não é bienal.
- Perene
- Sim, é perene.
- Semiperene
- Pode reduzir folhas sob estresse, mas normalmente é tratada como perene.
- Decídua
- Pode perder folhas durante frio ou seca.
- Semidecídua
- Pode perder parte da folhagem em condições adversas.
- Sempre-verde
- Pode perder folhas durante dormência ou estresse.
- Tempo médio de vida
- Décadas com manejo adequado
- Velocidade de crescimento
- Lento a moderado
- Tempo para atingir o tamanho adulto
- 3 a 5 anos
- Tempo para começar a florescer
- 1 a 3 anos, especialmente por sementes ou enxertia
- Época de dormência
- Repouso no frio ou na seca, com possível perda de folhas
- Perde folhas em alguma estação
- Pode perder folhas sob frio, seca ou estresse.
- Comportamento durante o inverno
- Repouso no frio ou na seca, com possível perda de folhas
Tamanho e crescimento
- Altura mínima
- 30 cm
- Altura máxima
- 300 cm no solo e clima quente
- Largura mínima
- 20 cm
- Largura máxima
- 200 cm
- Tamanho quando cultivada em vaso
- 30 cm a 1,5 m
- Tamanho quando plantada no solo
- Até 2 a 3 m em condições ideais
- Diâmetro da copa
- Copa ramificada de 30 cm a 2 m
- Comprimento dos ramos
- Ramos carnosos e lenhosos
- Comprimento das raízes
- Raízes grossas e caudex, com raízes laterais
- Tamanho das folhas
- 5 a 15 cm
- Tamanho das flores
- 4 a 10 cm
- Tamanho dos frutos
- Folículos alongados de 10 a 25 cm
- Porte pequeno, médio ou grande
- Pequeno a médio
- Crescimento vertical, lateral, pendente ou rasteiro
- Vertical e ramificado, com caudex
Folhas e folhagem
- Cor das folhas
- Verde médio a escuro
- Variações de cor
- Cultivares variegados existem
- Formato das folhas
- Obovada a elíptica
- Textura
- Lisa e levemente coriácea
- Brilhante ou fosca
- Brilhante a acetinada
- Lisa, rugosa ou aveludada
- Lisa
- Espessura
- Média
- Presença de espinhos
- Não possui espinhos.
- Presença de pelos
- Não possui pelos relevantes.
- Folhagem variegata
- A forma típica não é variegada; cultivares podem existir.
- Mudança de cor durante o ano
- Pode perder folhas no frio ou na seca
- Folhas aromáticas
- Não possuem aroma marcante.
- Folhas com seiva
- Seiva leitosa altamente tóxica
- Folhas sensíveis ao toque
- Não apresentam resposta rápida ao toque.
- Folhas comestíveis
- Não são recomendadas para consumo.
- Folhas tóxicas
- São tóxicas ou irritantes.
Flores e floração
- Produz flores ou não
- Sim, produz flores.
- Cor das flores
- Rosa, vermelha, branca, amarela ou multicolorida, conforme cultivar
- Formato
- Tubular com cinco lobos, simples ou dobrada
- Tamanho
- 4 a 10 cm
- Aroma
- Geralmente fraco ou ausente
- Intensidade do perfume
- Baixo
- Época de floração
- Primavera ao outono em clima quente
- Duração da floração
- Ciclos repetidos por semanas
- Duração de cada flor
- Cerca de 5 a 12 dias
- Frequência de floração
- Várias vezes no período quente
- Floresce uma ou várias vezes por ano
- Várias vezes no período quente
- Floresce dentro de casa
- Raramente ou não em condições domésticas comuns.
- Idade aproximada da primeira floração
- 1 a 3 anos, especialmente por sementes ou enxertia
- Necessita de polinização
- Necessária para sementes; pode exigir polinização manual entre plantas compatíveis
- Polinizadores atraídos
- Insetos
- Flor comestível
- Não é recomendada para consumo.
- Flor tóxica
- Pode ser tóxica ou irritante.
- Como estimular a floração
- Oferecer pelo menos 5 a 8 horas de sol direto, temperatura de 22 °C a 35 °C e adubação equilibrada sem excesso de nitrogênio.
- Motivos para não florescer
- Pouca luz, planta jovem, frio, excesso de nitrogênio, raízes doentes ou estresse hídrico.
Frutos e sementes
- Produz frutos
- Sim, após polinização, embora possa ser raro em cultivo.
- Tipo de fruto
- Par de folículos alongados
- Cor do fruto
- Verde, tornando-se castanho ao secar
- Tamanho
- Folículos alongados de 10 a 25 cm
- Época de frutificação
- Após polinização no período quente
- Fruto comestível
- Não é recomendado para consumo.
- Fruto tóxico
- Pode ser tóxico ou irritante.
- Possui sementes
- Sim, quando ocorre frutificação.
- Quantidade aproximada de sementes
- Dezenas de sementes com tufos sedosos
- Tempo para germinar
- 3 a 14 dias quando frescas e quentes
- Necessidade de estratificação
- Não costuma exigir estratificação.
- Necessidade de escarificação
- Não costuma exigir escarificação.
- Viabilidade das sementes
- Boa quando fresca, reduz rapidamente
- Atrai aves ou outros animais
- Flores atraem insetos; sementes são dispersas pelo vento
Clima ideal
- Clima tropical
- Sim, adapta-se ao clima tropical com manejo adequado.
- Subtropical
- Sim, adapta-se ao clima subtropical com manejo adequado.
- Equatorial
- Não é o clima principal; exige proteção e ajustes em condições equatorial.
- Mediterrâneo
- Não é o clima principal; exige proteção e ajustes em condições mediterrâneo.
- Temperado
- Não é o clima principal; exige proteção e ajustes em condições temperado.
- Semiárido
- Sim, adapta-se ao clima semiárido com manejo adequado.
- Clima ideal principal
- Tropical seco e semiárido
- Temperatura mínima
- Cerca de 15 °C para cultivo seguro; abaixo disso aumenta o risco de danos.
- Temperatura máxima
- Cerca de 38 °C com manejo adequado.
- Faixa ideal de temperatura
- 22 °C a 35 °C
- Tolerância ao calor
- Muito alta tolerância com água adequada
- Tolerância ao frio
- Sensível abaixo de 12 °C
- Tolerância à geada
- Não tolera geada.
- Tolerância à neve
- Não tolera neve.
- Tolerância a mudanças bruscas
- Sensível a frio e excesso de chuva após seca
- Umidade ideal do ar
- 30% a 60%
- Tolerância ao ar seco
- Alta tolerância
- Tolerância ao vento
- Tolera vento moderado, protegendo vasos
- Tolerância à maresia
- Moderada tolerância indireta, não maresia forte
- Zona climática
- Regiões quentes e sem geada
- Regiões brasileiras mais indicadas
- Excelente no Nordeste e regiões quentes; no Sul precisa de abrigo no inverno
Luz ideal
- Sol pleno
- Sim, sol pleno pode ser adequada.
- Meia-sombra
- Não é a condição indicada para Rosa-do-deserto.
- Sombra clara
- Não é a condição indicada para Rosa-do-deserto.
- Luz indireta forte
- Não é a condição indicada para Rosa-do-deserto.
- Luz indireta moderada
- Não é a condição indicada para Rosa-do-deserto.
- Baixa luminosidade
- Não é a condição indicada para Rosa-do-deserto.
- Quantidade ideal de horas de sol
- Pelo menos 5 a 8 horas de sol direto
- Sol da manhã
- Muito indicado
- Sol da tarde
- Tolerado após adaptação
- Pode receber sol direto
- Necessário para boa floração
- Precisa de adaptação ao sol
- Sim, qualquer aumento de sol deve ser gradual.
- Tolera sombra
- Baixa tolerância; não floresce bem
- Sintomas de falta de luz
- Ramos alongados, folhas espaçadas e ausência de flores
- Sintomas de excesso de sol
- Raramente, apenas queimadura em planta não adaptada
- Melhor posição dentro de casa
- Janela com sol direto intenso ou área externa
- Distância ideal da janela
- Encostada à janela mais ensolarada
- Orientação da janela
- Norte, oeste ou leste muito clara
- Necessidade de luz artificial
- Exige iluminação de cultivo muito forte
Como regar
- Frequência média de rega
- Regar após secagem completa do substrato, com maior frequência no calor ativo
- Quantidade aproximada de água
- Molhar totalmente e drenar; nunca manter água no prato
- Como verificar se precisa regar
- Verificar secagem total e firmeza do caudex
- Profundidade de secagem antes da rega
- Substrato completamente seco
- Manter úmido ou deixar secar
- Ciclos de molhar e secar totalmente
- Regar folhas ou apenas o substrato
- Regar o substrato e evitar água parada no caudex
- Melhor horário para regar
- Manhã
- Frequência no verão
- Em calor e sol, geralmente 1 a 2 vezes por semana, conforme vaso
- Frequência no inverno
- Muito reduzida ou suspensa durante dormência fria
- Frequência durante a floração
- Regular no crescimento, sem encharcar
- Frequência durante a dormência
- Mínima, apenas para evitar desidratação extrema
- Tolera falta de água
- Muito alta
- Tolera excesso de água
- Muito baixa
- Sensibilidade ao encharcamento
- Extremamente sensível
- Tipo de água ideal
- Água comum, sem excesso de sais
- Tolera água com cloro
- Tolera
- Tolera água dura
- Moderada
- Necessita de água da chuva ou filtrada
- Opcional
- Sinais de pouca água
- Caudex enrugado e folhas murchas durante crescimento
- Sinais de excesso de água
- Caudex mole, amarelecimento e manchas escuras
- Método de rega indicado
- Rega abundante e espaçada
- Rega por cima
- Rega abundante e espaçada
- Rega por baixo
- Pode ser usada rapidamente, drenando
- Imersão
- Não recomendada
- Irrigação por gotejamento
- Pode ser usado no solo seco, sem frequência excessiva
Umidade do ambiente
- Umidade relativa ideal
- 30% a 60%
- Necessita de borrifação
- Não recomendada
- Borrifar folhas é recomendado ou não
- Não recomendada
- Necessita de umidificador
- Desnecessário
- Pode usar bandeja com pedras
- Desnecessário
- Tolera banheiro
- Não indicado
- Tolera ar-condicionado
- Tolera ar seco, mas precisa de sol
- Tolera aquecedor
- Evitar calor artificial direto
- Tolera ambiente seco
- Muito alta
- Sinais de baixa umidade
- Poucos problemas se estiver hidratada
- Sinais de umidade excessiva
- Risco de fungos e podridão
- Risco de fungos em alta umidade
- Alto em clima úmido com pouca ventilação
Solo para cultivo
- Tipo de solo ideal
- Arenoso, mineral e extremamente drenante
- Arenoso
- Pode se adaptar a solo arenoso quando a estrutura e a drenagem são adequadas.
- Argiloso
- Solo argiloso não é a condição principal recomendada.
- Humoso
- Solo humoso não é a condição principal recomendada.
- Calcário
- Solo calcário não é a condição principal recomendada.
- Ácido
- Pode se adaptar a solo ácido quando a estrutura e a drenagem são adequadas.
- Neutro
- Pode se adaptar a solo neutro quando a estrutura e a drenagem são adequadas.
- Alcalino
- Pode se adaptar a solo alcalino quando a estrutura e a drenagem são adequadas.
- Faixa ideal de pH
- 6,0 a 7,5
- Solo fértil ou pobre
- Moderada
- Solo profundo ou superficial
- Profundo e drenante
- Necessidade de drenagem
- Máxima
- Tolerância à compactação
- Nenhuma
- Tolerância ao solo úmido
- Muito baixa
- Tolerância ao solo seco
- Muito alta
- Tolerância à salinidade
- Moderada
- Necessidade de matéria orgânica
- Baixa a moderada
- Como preparar o local do plantio
- Elevar o canteiro e incorporar areia grossa e pedra-pomes
Substrato para vasos
- Receita de substrato ideal
- 40% areia grossa ou pedrisco, 30% perlita ou pedra-pomes, 20% casca de pinus e 10% composto
- Percentual de terra vegetal
- 0 a 10%
- Percentual de matéria orgânica
- 10%
- Percentual de areia
- 40%
- Percentual de perlita
- 30%
- Percentual de casca de pinus
- 20%
- Percentual de fibra de coco
- 0 a 10%
- Percentual de carvão
- 0 a 10%
- Percentual de húmus
- 0 a 5%
- Granulometria
- Grossa
- Retenção de umidade
- Baixa
- Nível de drenagem
- Máxima
- Nível de aeração
- Muito alta
- pH ideal
- 6,0 a 7,5
- Misturas que devem ser evitadas
- Terra vegetal pura, turfa compacta e excesso de húmus
- Substrato comercial indicado
- Substrato mineral para cactos e suculentas
- Frequência de renovação do substrato
- A cada 1 a 2 anos
Vaso ideal
- Pode ser cultivada em vaso
- Sim, adapta-se bem ao cultivo em vaso.
- Tamanho mínimo do vaso
- 12 a 15 cm para muda
- Profundidade mínima
- Raso a médio, conforme formação do caudex
- Largura mínima
- Pouco maior que o caudex
- Vaso alto ou raso
- Largo, raso e pesado
- Material mais indicado
- Barro ou cerâmica furada
- Barro
- Muito indicado
- Plástico
- Possível com substrato mineral
- Cerâmica
- Muito indicada
- Cimento
- Boa para exemplares grandes
- Autoirrigável
- Não indicado
- Necessidade de furos
- Muitos furos amplos
- Quantidade de furos
- Vários furos livres, distribuídos pela base.
- Necessidade de camada de drenagem
- Tela e substrato mineral; não usar apenas pedras no fundo
- Necessidade de prato
- Somente vazio
- Pode deixar água no prato
- Não; descarte toda a água após a rega.
- Precisa de tutor
- Não precisa de tutor em condições normais.
- Precisa de suporte para trepar
- Não precisa de suporte para trepar.
- Quando trocar de vaso
- Raízes deformando o vaso, substrato degradado ou necessidade de elevar caudex
- Tamanho do novo vaso
- 2 a 5 cm maior
- Pode ficar com raízes apertadas
- Tolera moderadamente
- Risco de vaso grande demais
- Grande risco de podridão
Raízes
- Tipo de raiz
- Caudex e raízes grossas de armazenamento
- Raiz profunda ou superficial
- Média a profunda no solo
- Raízes agressivas
- Não são consideradas agressivas para estruturas.
- Raízes delicadas
- São delicadas e devem ser manuseadas com cuidado.
- Raízes aéreas
- Não possui raízes aéreas relevantes.
- Raiz tuberosa
- Possui estrutura tuberosa ou de reserva.
- Rizoma
- Não possui rizoma verdadeiro.
- Bulbo
- Não possui bulbo.
- Estolões
- Não produz estolões típicos.
- Sensibilidade ao transplante
- Sensível a cortes úmidos
- Risco de quebrar calçadas
- Baixo; o porte radicular não costuma quebrar calçadas.
- Risco para tubulações
- Baixo em cultivo ornamental comum.
- Espaço mínimo para plantio
- 1 a 2 m no solo
- Pode ser cultivada perto de muros
- Seguro, desde que em solo drenado
- Sinais de raízes apodrecidas
- Raízes escuras, moles, com mau cheiro e fácil desprendimento.
- Sinais de raízes apertadas
- Raízes circulando o vaso, deformação, secagem rápida e crescimento parado.
Adubação
- Necessidade de adubação
- Moderada durante crescimento
- Frequência
- A cada 20 a 30 dias em dose baixa no período quente
- Melhor época
- Primavera e verão
- Adubo orgânico indicado
- Composto muito bem curtido em pequena quantidade
- Adubo mineral indicado
- Fertilizante equilibrado com micronutrientes
- Formulação NPK
- Equilibrado, como 10-10-10, ou formulação para floração sem excesso
- Adubo para crescimento
- Equilibrado
- Adubo para floração
- Com potássio adequado e nitrogênio moderado
- Adubo para frutificação
- Equilibrado durante formação de sementes
- Quantidade recomendada
- Metade da dose
- Adubação líquida ou sólida
- Líquida diluída ou lenta
- Adubação foliar
- Pouco necessária
- Húmus de minhoca
- Pouco
- Bokashi
- Muito moderado
- Esterco curtido
- Não usar fresco
- Farinha de ossos
- Pode ser usada com cautela
- Torta de mamona
- Evitar por toxicidade
- Osmocote ou adubo de liberação lenta
- Boa opção em dose controlada
- Quando suspender a adubação
- Dormência, frio, doença e pós-replantio
- Sensibilidade ao excesso de adubo
- Moderada
- Sinais de falta de nutrientes
- Pouco crescimento e floração fraca
- Sinais de excesso de nutrientes
- Ramos moles, queimaduras e salinização
Como plantar
- Melhor época para plantar
- Primavera, após o frio
- Plantio em vaso
- Usar vaso com furos e 40% areia grossa ou pedrisco, 30% perlita ou pedra-pomes, 20% casca de pinus e 10% composto.
- Plantio no jardim
- Escolher local com pelo menos 5 a 8 horas de sol direto e solo arenoso, mineral e extremamente drenante.
- Profundidade de plantio
- Colo acima do nível do solo; caudex pode ser elevado gradualmente
- Distância entre mudas
- 1 a 2 m no solo
- Espaçamento recomendado
- 1 a 2 m no solo
- Preparo da cova
- Elevar o canteiro e incorporar areia grossa e pedra-pomes
- Necessidade de tutor
- Não é necessário na maioria dos casos.
- Necessidade de cobertura morta
- Evitar junto ao caudex
- Cuidados nos primeiros dias
- Manter em luz adequada, proteger de extremos e controlar a umidade sem encharcar.
- Tempo de adaptação
- 3 a 8 semanas
- Pode ser transplantada
- Sim, com cuidado para preservar raízes.
- Melhor horário para plantar
- Fim da tarde ou manhã fresca.
- Cuidados depois do transplante
- Evitar adubo imediato, sol excessivo e rega em excesso.
Replantio e transplante
- Frequência de replantio
- A cada 1 a 2 anos
- Melhor época para replantar
- Primavera, após o frio
- Sinais de que precisa trocar de vaso
- Raízes deformando o vaso, substrato degradado ou necessidade de elevar caudex
- Como retirar do vaso
- Regar levemente no dia anterior, apoiar o torrão e retirar sem puxar pelas folhas.
- Pode cortar raízes
- Pode podar raízes com técnica, deixando cortes cicatrizar
- Quanto aumentar o tamanho do vaso
- 2 a 5 cm
- Cuidados depois da troca
- Manter em local protegido, regar com moderação e observar sinais de apodrecimento.
- Tempo sem adubar após o replantio
- 4 a 6 semanas
- Tempo sem sol direto
- Reintroduzir ao sol gradualmente após 5 a 10 dias
- Risco de choque de transplante
- Moderado
- Como recuperar após o transplante
- Estabilizar luz e temperatura, evitar excesso de água e remover apenas partes realmente mortas.
Poda
- Precisa de poda
- Sim, para formação e floração
- Tipo de poda
- Formação, limpeza e rejuvenescimento
- Poda de limpeza
- Ramos cruzados, secos e excessivamente longos
- Poda de formação
- Poda de ponteiros em período quente estimula ramificações
- Poda de manutenção
- Podar ramos e limitar raízes com técnica
- Poda de floração
- Remover flores ou hastes secas quando não houver interesse em sementes.
- Poda de rejuvenescimento
- Pode ser feita gradualmente em plantas adultas, sem remover toda a folhagem de uma vez.
- Melhor época
- Fim do inverno ou início da primavera, em clima quente
- Partes que podem ser removidas
- Ramos cruzados, secos e excessivamente longos
- Partes que não devem ser cortadas
- Caudex saudável e brotações muito jovens
- Altura segura para corte
- Acima de uma gema, preservando estrutura equilibrada
- Pode cortar folhas amarelas
- Sim, cortar com ferramenta limpa junto à base ou ao ponto saudável.
- Pode remover flores secas
- Sim, isso melhora a aparência e reduz gasto de energia.
- Necessita de ferramenta esterilizada
- Sim, limpar a lâmina antes e depois.
- Seiva irritante durante a poda
- Sim; usar luvas e evitar olhos e boca.
- Como estimular ramificações
- Poda de ponteiros em período quente estimula ramificações
- Como controlar o tamanho
- Podar ramos e limitar raízes com técnica
Como fazer mudas
- Sementes
- Sim, sementes pode ser utilizada.
- Estacas de caule
- Sim, estacas de caule pode ser utilizada.
- Estacas de folhas
- Não é um método indicado para Rosa-do-deserto.
- Divisão de touceira
- Não é um método indicado para Rosa-do-deserto.
- Separação de brotos
- Não é um método indicado para Rosa-do-deserto.
- Rizomas
- Não é um método indicado para Rosa-do-deserto.
- Bulbos
- Não é um método indicado para Rosa-do-deserto.
- Filhotes
- Não é um método indicado para Rosa-do-deserto.
- Alporquia
- Sim, alporquia pode ser utilizada.
- Mergulhia
- Não é um método indicado para Rosa-do-deserto.
- Enxertia
- Sim, enxertia pode ser utilizada.
- Propagação na água
- Não é um método indicado para Rosa-do-deserto.
- Propagação no substrato
- Sim, propagação no substrato pode ser utilizada.
- Melhor época
- Primavera, após o frio
- Tempo médio para enraizar
- 3 a 8 semanas para estacas; sementes germinam em dias
- Temperatura ideal
- 25 °C a 32 °C
- Necessidade de hormônio enraizador
- Opcional em estacas
- Taxa de dificuldade
- Intermediária
- Passo a passo resumido
- Semear fresco em substrato mineral ou deixar estaca cicatrizar antes de plantar
- Quando transferir a muda
- Quando muda tiver raízes firmes e 4 a 6 folhas
- Tempo até virar planta adulta
- 1 a 4 anos
Pragas
- Cochonilha
- Pode ocorrer, especialmente em plantas estressadas ou agrupadas.
- Pulgão
- Pode ocorrer, especialmente em plantas estressadas ou agrupadas.
- Ácaro
- Pode ocorrer, especialmente em plantas estressadas ou agrupadas.
- Tripes
- Pode ocorrer, especialmente em plantas estressadas ou agrupadas.
- Mosca-branca
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Lesma
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Caracol
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Lagarta
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Formiga
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Fungus gnat
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Nematóide
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Broca
- Não é das pragas mais frequentes, mas pode ocorrer em condições favoráveis.
- Pragas mais comuns da espécie
- Cochonilhas, ácaros, pulgões e tripes
- Partes atacadas
- Folhas, brotos, pecíolos, caules e raízes, conforme a praga.
- Sintomas
- Pontuações, manchas, teias, melada, deformação, perda de vigor ou insetos visíveis.
- Como confirmar a infestação
- Examinar frente e verso das folhas, axilas, base e substrato com boa luz.
- Tratamento caseiro seguro
- Isolar, remover manualmente e lavar; sabão inseticida próprio pode ser usado conforme rótulo.
- Tratamento biológico
- Óleo hortícola ou agentes biológicos registrados, respeitando a espécie e o rótulo.
- Tratamento químico
- Somente produto registrado para a praga e cultura ornamental, seguindo rótulo e segurança.
- Como prevenir
- Quarentena de plantas novas, ventilação, limpeza e inspeção frequente.
- Frequência de inspeção
- Semanal; duas vezes por semana durante surtos.
Doenças
- Podridão de raízes
- É um problema relevante, principalmente com excesso de água ou pouca ventilação.
- Fungos nas folhas
- Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
- Oídio
- Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
- Ferrugem
- Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
- Antracnose
- Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
- Mancha foliar
- Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
- Míldio
- Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
- Bacteriose
- Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
- Vírus
- Pode ocorrer, mas não é o problema mais típico em cultivo correto.
- Podridão do caule
- É um problema relevante, principalmente com excesso de água ou pouca ventilação.
- Doenças mais comuns
- Podridão de caudex, raízes e fungos foliares
- Sintomas
- Manchas, amarelecimento, tecidos moles, odor, queda de folhas e crescimento parado.
- Causa provável
- Excesso de água, substrato contaminado, pouca ventilação, frio ou ferimentos.
- Forma de transmissão
- Água, ferramentas, substrato, insetos ou contato com plantas contaminadas.
- Tratamento
- Corrigir manejo, remover partes doentes e aplicar produto registrado apenas quando necessário.
- Partes que precisam ser removidas
- Tecidos moles, pretos ou com lesões em expansão, cortados até tecido saudável.
- Necessidade de isolamento
- Sim, quando houver suspeita de praga, bactéria, vírus ou fungo contagioso.
- Prevenção
- Substrato drenante, ferramenta limpa, ventilação e rega no momento correto.
- Possibilidade de recuperação
- Boa quando o problema é identificado cedo e ainda existem raízes ou caules saudáveis.
Diagnóstico pelas folhas
- Folhas amarelas
- Excesso de água, envelhecimento natural, frio ou deficiência nutricional.
- Pontas secas
- Ar seco, sais na água, rega irregular ou excesso de adubo; poucos problemas se estiver hidratada.
- Bordas queimadas
- Sol forte, adubo concentrado, água salina ou baixa umidade.
- Folhas enroladas
- Sede, calor, baixa umidade, frio ou pragas.
- Folhas murchas
- Substrato seco, raízes sem oxigênio ou choque térmico.
- Folhas caindo
- Estresse hídrico, frio, mudança de local ou raízes danificadas.
- Folhas transparentes
- Excesso de água, frio ou ruptura celular.
- Folhas escurecidas
- Podridão, frio, queimadura ou tecido envelhecido.
- Folhas com manchas
- Fungo, bactéria, praga, gota fria, sol ou contato com produto.
- Folhas pequenas
- Pouca luz, pouca nutrição ou vaso muito apertado; ramos alongados, folhas espaçadas e ausência de flores.
- Folhas desbotadas
- Excesso de sol, deficiência ou envelhecimento.
- Folhas rasgadas
- Dano mecânico, vento, transporte ou baixa umidade durante abertura.
- Crescimento deformado
- Pragas sugadoras, dano no broto, excesso de sais ou estresse.
- Perda da variegação
- Pouca luz, reversão genética ou brotos inteiramente verdes.
- Causa provável
- Comparar umidade do substrato, raízes, luz, temperatura e presença de pragas antes de tratar.
- Como diferenciar falta e excesso de água
- Na falta, o substrato está seco e leve; no excesso, permanece úmido, pesado e pode ter odor.
- Solução recomendada
- Ajustar rega para: regar após secagem completa do substrato, com maior frequência no calor ativo; manter pelo menos 5 a 8 horas de sol direto e verificar raízes.
- Tempo esperado de recuperação
- De 2 a 8 semanas após corrigir a causa; folhas danificadas não voltam ao normal.
Problemas e diagnóstico
- Planta não cresce
- Verificar luz, temperatura, raízes e nutrientes; o crescimento natural é lento a moderado.
- Planta cresce estiolada
- Falta de luz; oferecer gradualmente pelo menos 5 a 8 horas de sol direto.
- Planta inclina para um lado
- Crescimento em direção à luz; girar o vaso periodicamente e melhorar a iluminação.
- Planta não floresce
- Pode ser jovem, receber pouca luz ou adubo inadequado; a primeira floração ocorre em 1 a 3 anos, especialmente por sementes ou enxertia.
- Botões caem antes de abrir
- Oscilação de água, frio, calor, pragas ou mudança brusca.
- Flores duram pouco
- Calor intenso, sol excessivo, ar seco ou fim natural da floração.
- Caule mole
- Alerta para excesso de água e podridão; verificar imediatamente.
- Caule escuro
- Pode indicar necrose, frio ou podridão.
- Raízes pretas
- Provável podridão por falta de oxigênio.
- Mau cheiro no substrato
- Indica decomposição anaeróbia ou raízes apodrecidas.
- Presença de mofo
- Excesso de umidade, matéria orgânica em decomposição e pouca ventilação.
- Planta caiu ou tombou
- Vaso leve, raízes danificadas, crescimento desequilibrado ou tutor insuficiente.
- Planta está perdendo folhas
- Analisar frio, sede, encharcamento, mudança de local e pragas.
- Plano de recuperação
- Isolar, verificar raízes, cortar podridão, replantar em substrato adequado e estabilizar luz e temperatura.
- Grau de urgência
- Alto se houver tecido mole, odor ou raízes pretas; moderado em sintomas secos e estáveis.
- Chance de recuperação
- Boa enquanto houver tecido firme e raízes saudáveis.
Cultivo dentro de casa
- Indicada para ambientes internos
- Somente em interior muito ensolarado ou com luz de cultivo forte.
- Nível de dificuldade dentro de casa
- Difícil sem sol direto
- Local ideal
- Janela com sol direto intenso ou área externa
- Sala
- Pode ficar em sala, desde que receba pelo menos 5 a 8 horas de sol direto e ventilação.
- Quarto
- Pode ficar em quarto somente com acesso restrito, boa luz e manejo adequado.
- Cozinha
- Pode ficar em cozinha, desde que receba pelo menos 5 a 8 horas de sol direto e ventilação.
- Banheiro
- Pode ficar em banheiro somente com acesso restrito, boa luz e manejo adequado.
- Escritório
- Pode ficar em escritório, desde que receba pelo menos 5 a 8 horas de sol direto e ventilação.
- Varanda fechada
- Pode ficar em varanda fechada, desde que receba pelo menos 5 a 8 horas de sol direto e ventilação.
- Distância da janela
- Encostada à janela mais ensolarada
- Necessidade de ventilação
- Boa circulação de ar, sem corrente fria ou vento forte.
- Tolera ar-condicionado
- Tolera ar seco, mas precisa de sol
- Tolera baixa luz
- Não indicada
- Necessita de rotação do vaso
- Girar um quarto de volta a cada 1 ou 2 semanas ajuda no crescimento uniforme.
- Pode ficar perto de eletrônicos
- Sim, sem bloquear ventilação e longe de calor direto ou água derramada.
- Pode ficar em quarto de criança
- Somente fora do alcance.
- Suja muito o ambiente
- Não; exige apenas retirada de folhas ou flores velhas.
- Solta folhas, flores ou frutos
- Pode soltar partes velhas de forma gradual.
- Possui cheiro forte
- Flores geralmente sem perfume forte
Cultivo no jardim
- Indicada para jardim
- Excelente para jardins secos e ensolarados
- Solitária ou em grupo
- Pode ser usada isolada ou em grupos, conforme porte.
- Forração
- Não é a principal indicação como forração.
- Cerca-viva
- Não é indicada como cerca-viva formal.
- Maciço
- Pode formar maciços ornamentais em clima adequado.
- Canteiro
- Pode ser cultivada em canteiro com solo e luz corretos.
- Jardim tropical
- Muito adequada.
- Jardim seco
- Adequada.
- Jardim de sombra
- Não é a condição principal.
- Jardim vertical
- Não é a principal opção.
- Jardim de inverno
- Adequada com luz e temperatura corretas.
- Jardim de pedras
- Adequada.
- Margem de lago
- Não é indicada em solo saturado.
- Espaçamento
- 1 a 2 m no solo
- Combinações com outras plantas
- Adenium arabicum, plumeria e outras apocináceas suculentas
- Resistência à chuva
- Baixa em períodos prolongados; proteger o substrato do encharcamento.
- Resistência ao vento
- Tolera vento moderado, protegendo vasos
- Resistência à geada
- Não tolera geada.
- Necessidade de manutenção
- Intermediária; inspeção semanal e manejo conforme estação.
Toxicidade e segurança
- Tóxica para humanos
- Sim. Altamente tóxica; seiva contém glicosídeos cardíacos
- Tóxica para cães
- Sim. Altamente tóxica; seiva contém glicosídeos cardíacos
- Tóxica para gatos
- Sim. Altamente tóxica; seiva contém glicosídeos cardíacos
- Tóxica para aves
- Tóxica; impedir acesso
- Tóxica para cavalos
- Tóxica; impedir acesso
- Parte tóxica da planta
- Todas as partes, especialmente seiva
- Folha
- Tóxica ou irritante.
- Flor
- Tóxica ou irritante.
- Fruto
- Tóxico ou não comestível.
- Semente
- Não oferecer para ingestão.
- Caule
- Pode conter seiva tóxica ou irritante.
- Seiva
- Seiva leitosa altamente tóxica
- Raiz
- Não destinada ao consumo; pode conter os mesmos compostos da planta.
- Gravidade da toxicidade
- Alta
- Sintomas de contato
- Irritação de pele e olhos
- Sintomas de ingestão
- Náusea, vômito, alterações cardíacas e risco grave
- Irrita a pele
- Pode irritar; usar luvas.
- Irrita os olhos
- A seiva pode irritar; enxaguar imediatamente.
- Possui espinhos
- Não possui espinhos.
- Pode causar alergia
- Pode causar irritação forte
- Segura para crianças
- Não; manter fora do alcance.
- Segura para pets
- Não; manter fora do alcance.
- Cuidados no manuseio
- Usar luvas em poda, lavar mãos e manter partes cortadas longe de crianças e animais.
Uso alimentar
- Planta comestível
- Não é planta alimentícia e não deve ser ingerida.
- Partes comestíveis
- Nenhuma parte é recomendada para consumo.
- Forma de consumo
- Não se aplica.
- Crua ou cozida
- Não consumir.
- Necessita de preparo específico
- Não se aplica; não consumir.
- Possui partes tóxicas
- Altamente tóxica; seiva contém glicosídeos cardíacos
- Sabor
- Não provar.
- Aroma
- Flores geralmente sem perfume forte
- Uso culinário
- Não possui uso culinário doméstico seguro.
- Valor nutricional geral
- Não se aplica ao cultivo ornamental.
- Restrições de consumo
- Não ingerir sem identificação botânica e fonte alimentar confiável.
- Quantidade segura
- Não há quantidade doméstica segura estabelecida.
- Não confundir com espécies tóxicas
- Confirmar o nome científico antes de qualquer uso; nomes populares podem se repetir.
Uso medicinal e tradicional
- Uso tradicional
- Possui usos tradicionais perigosos; não utilizar sem controle profissional
- Parte utilizada
- Não recomendar nenhuma parte para automedicação.
- Forma de preparo
- Não preparar remédios caseiros sem orientação profissional.
- Chá
- Não recomendado.
- Infusão
- Não recomendada.
- Decocção
- Não recomendada.
- Uso tópico
- Não recomendado sem avaliação de segurança.
- Compostos conhecidos
- Altamente tóxica; seiva contém glicosídeos cardíacos
- Evidência científica disponível
- Limitada ou insuficiente para recomendar uso doméstico seguro.
- Benefícios estudados
- Dados botânicos ou farmacológicos não equivalem a eficácia clínica comprovada.
- Riscos
- Náusea, vômito, alterações cardíacas e risco grave
- Contraindicações
- Evitar em crianças, gestantes, lactantes, pets e pessoas sensíveis sem orientação médica.
- Interações com medicamentos
- Não estão adequadamente estabelecidas; não combinar por conta própria.
- Uso durante gravidez
- Não recomendado.
- Uso durante amamentação
- Não recomendado.
- Uso infantil
- Não recomendado.
- Alerta de que não substitui tratamento médico
- Não substitui diagnóstico, tratamento ou acompanhamento profissional.
Perfume e características
- Possui perfume
- Flores geralmente sem perfume forte
- Parte perfumada
- Flores, quando apresentam aroma.
- Tipo de aroma
- Geralmente fraco ou ausente
- Intensidade
- Baixo
- Horário em que exala mais perfume
- Pode variar; flores noturnas tendem a intensificar o aroma no fim do dia.
- Perfume durante a floração
- Geralmente fraco ou ausente
- Aroma das folhas quando amassadas
- Não é recomendado amassar folhas para testar aroma.
- Pode causar incômodo em ambiente fechado
- Baixo na maioria dos casos; pessoas sensíveis devem observar reações.
- Atrai insetos por causa do aroma
- Insetos
Relação com a natureza
- Atrai abelhas
- Pode atrair quando floresce ao ar livre.
- Atrai borboletas
- Pode atrair ocasionalmente, dependendo das flores e região.
- Atrai beija-flores
- Não é uma das principais plantas para beija-flores.
- Atrai pássaros
- Pode oferecer abrigo; frutos raros podem atrair fauna.
- Atrai morcegos
- Não é uma atração principal.
- Atrai insetos benéficos
- Insetos
- Planta hospedeira de lagartas
- Não é amplamente conhecida como hospedeira principal.
- Oferece alimento para animais
- Flores atraem insetos, mas a planta é tóxica
- Oferece abrigo
- Folhagem pode oferecer abrigo a pequenos animais em jardins.
- Ajuda na biodiversidade
- Pode contribuir em jardins diversificados, preferindo espécies nativas locais.
- Pode prejudicar espécies nativas
- Baixo em cultivo; sementes podem dispersar localmente
- Polinização pelo vento
- Não é o principal mecanismo.
- Polinização por animais
- Necessária para sementes; pode exigir polinização manual entre plantas compatíveis
Dificuldade de cultivo
- Muito fácil
- Não é classificada principalmente como muito fácil.
- Fácil
- Não é classificada principalmente como fácil.
- Intermediária
- Sim, o nível pode ser considerado intermediária.
- Difícil
- Não é classificada principalmente como difícil.
- Especialista
- Não é classificada principalmente como especialista.
- Tolerância a erros
- Moderada; erros repetidos causam danos.
- Necessidade de atenção
- Moderada, com observação de luz e umidade.
- Frequência de manutenção
- Inspeção semanal e cuidados conforme secagem e crescimento.
- Indicada para iniciantes
- Sim.
- Principal erro de quem cultiva
- Excesso de água ou falta de sol
- Principal segredo para ter sucesso
- Muito sol, substrato mineral e rega apenas após secagem
- Tempo semanal aproximado de cuidado
- 10 a 25 minutos por semana
Calendário de cuidados
- Rega
- Ano todo conforme secagem; aumentar no calor ativo e reduzir no frio.
- Adubação
- Primavera e verão; suspender ou reduzir no período frio.
- Poda
- Fim do inverno ou início da primavera, em clima quente
- Plantio
- Primavera, após o frio
- Replantio
- Primavera, após o frio
- Propagação
- Primavera, após o frio
- Floração
- Primavera ao outono em clima quente
- Frutificação
- Após polinização no período quente
- Dormência
- Repouso no frio ou na seca, com possível perda de folhas
- Proteção contra frio
- Proteger quando a temperatura se aproximar de 15 °C.
- Proteção contra calor
- Muito alta tolerância com água adequada
- Controle de pragas
- Inspeção semanal durante todo o ano, intensificando no calor e tempo seco.
- Mudança de local
- Fazer gradualmente, preferindo primavera ou período de temperatura estável.
Pode ou não pode?
- Pode ficar no sol?
- Necessário para boa floração
- Pode ficar na sombra?
- Baixa tolerância; não floresce bem
- Pode ficar dentro de casa?
- Somente em local interno com sol direto forte.
- Pode ficar no quarto?
- Sim, mas fora do alcance.
- Pode ficar no banheiro?
- Não indicado
- Pode ficar na varanda?
- Sim, desde que luz, chuva, vento e frio estejam dentro da tolerância.
- Pode pegar chuva?
- Sim, quando o substrato drena rápido e não permanece saturado.
- Pode pegar vento?
- Tolera vento moderado, protegendo vasos
- Pode receber borrifação?
- Não recomendada
- Pode usar prato embaixo?
- Sim para proteger a superfície, mas deve permanecer vazio.
- Pode ficar perto de pets?
- Não, mantenha fora do alcance.
- Pode ser cultivada em água?
- Não é indicada para cultivo permanente em água.
- Pode ser cultivada em vaso?
- Sim.
- Pode ser plantada no chão?
- Sim, se o clima, luz e solo forem adequados.
- Pode podar?
- Sim, para formação e floração
- Pode cortar raízes?
- Pode podar raízes com técnica, deixando cortes cicatrizar
- Pode usar borra de café?
- Não diretamente; pode compactar e acidificar de forma imprevisível.
- Pode usar casca de ovo?
- Não como correção imediata; compostada e triturada tem efeito lento e incerto.
- Pode usar adubo químico?
- Sim, em dose adequada e com substrato úmido.
Cuidados rápidos
- Luz ideal
- Pelo menos 5 a 8 horas de sol direto
- Rega
- Regar após secagem completa do substrato, com maior frequência no calor ativo
- Umidade
- 30% a 60%
- Temperatura
- 22 °C a 35 °C
- Substrato
- 40% areia grossa ou pedrisco, 30% perlita ou pedra-pomes, 20% casca de pinus e 10% composto
- Adubação
- A cada 20 a 30 dias em dose baixa no período quente
- Dificuldade
- Intermediária
- Toxicidade
- Altamente tóxica; seiva contém glicosídeos cardíacos
- Tamanho adulto
- 30 cm a 300 cm no solo e clima quente, conforme ambiente.
- Crescimento
- Lento a moderado
- Floração
- Primavera ao outono em clima quente
- Ambiente ideal
- Janela com sol direto intenso ou área externa
Erros comuns
- Regar por calendário
- Erro: a rega deve seguir a secagem real do substrato.
- Usar vaso sem furos
- Erro grave: aumenta muito o risco de podridão.
- Deixar água no prato
- Erro: esvaziar após cada rega.
- Colocar diretamente no sol
- Erro quando não há adaptação; aumentar a exposição gradualmente.
- Cultivar em local escuro
- Erro: tolerar pouca luz não significa viver sem luz.
- Borrifar uma planta que não gosta
- Observar a espécie; para Rosa-do-deserto, não recomendada.
- Usar substrato compacto
- Erro: usar 40% areia grossa ou pedrisco, 30% perlita ou pedra-pomes, 20% casca de pinus e 10% composto.
- Adubar planta doente
- Erro: primeiro corrigir raízes, água, luz e pragas.
- Trocar de vaso com frequência
- Erro: replantar apenas quando necessário.
- Usar vaso muito grande
- Grande risco de podridão
- Não observar pragas
- Erro: examinar folhas, axilas e substrato semanalmente.
- Confundir dormência com morte
- Atenção: repouso no frio ou na seca, com possível perda de folhas.
Curiosidades
- Significado do nome científico
- O nome está ligado a Aden, região da Península Arábica.
- História da descoberta
- A espécie foi descrita cientificamente e hoje é aceita como Adenium obesum (Forssk.) Roem. & Schult..
- Significado cultural
- É valorizada como ornamental e pode ter significados populares que variam por região.
- Simbolismo
- O simbolismo depende da cultura e não representa uma propriedade botânica.
- Uso religioso ou tradicional
- Existem usos culturais locais; eles não comprovam segurança medicinal ou alimentar.
- Recordes de tamanho
- No habitat ou no solo pode atingir 300 cm no solo e clima quente.
- Comportamentos curiosos
- Apresenta crescimento vertical e ramificado, com caudex e adaptações ao seu habitat natural.
- Mudanças ao longo do dia
- Folhas e flores podem alterar posição conforme luz, temperatura e água.
- Origem do nome popular
- O nome “Rosa-do-deserto” surgiu pela aparência ou pelo uso cultural e pode variar regionalmente.
- Variedades famosas
- Existem cultivares selecionadas por cor, porte, folhagem ou floração.
- Curiosidades sobre flores, folhas ou frutos
- Tubular com cinco lobos, simples ou dobrada e obovada a elíptica são características marcantes.
Plantas parecidas
- Parecida com quais plantas
- Adenium arabicum, plumeria e outras apocináceas suculentas
- Como diferenciar de espécies semelhantes
- Confirmar obovada a elíptica, hábito vertical e ramificado, com caudex, raízes e inflorescência.
- Planta frequentemente confundida
- Adenium arabicum, plumeria e outras apocináceas suculentas
- Diferença entre variedades
- Variedades podem mudar cor, tamanho, forma da folha e intensidade de crescimento.
- Qual variedade cresce mais
- Cultivares verdes e vigorosos costumam crescer mais que formas muito variegadas.
- Qual floresce mais
- Depende da cultivar, maturidade, luz, temperatura e adubação equilibrada.
- Qual é mais resistente
- Formas verdes geralmente toleram melhor variações que cultivares muito variegadas.
- Qual é mais adequada para interiores
- Cultivares compactas e adaptadas à luz indireta são mais práticas.
Dados e confiabilidade
- Data da última atualização
- 31 de julho de 2026
- Fonte das informações
- Kew Plants of the World Online; floras africanas e árabes; literatura de cultivo de Adenium
- Autor ou revisor
- Conteúdo técnico estruturado para o Super Guia das Plantas; recomenda-se revisão botânica antes da publicação em massa.
- Nível de confiança da informação
- Alta para taxonomia e origem; moderada a alta para manejo de cultivares
- Informações baseadas em experiência prática
- Frequências de rega, adubação e manutenção são referências práticas e devem ser ajustadas ao ambiente.
- Informações baseadas em literatura científica
- Taxonomia, distribuição nativa e hábito foram priorizados a partir de bases botânicas.
- Nome científico aceito atualmente
- Adenium obesum (Forssk.) Roem. & Schult.
- Sinônimos botânicos
- Nerium obesum Forssk. e outros sinônimos históricos
- Identificador em base botânica
- Urn:lsid:ipni.org:names:76369-1
- Região usada como referência para os cuidados
- Brasil, com atenção especial a cultivo doméstico e diferenças entre regiões.
- Observação de que o cultivo muda conforme o clima
- Rega, luz, crescimento e floração variam com temperatura, umidade, estação, vaso e microclima.